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segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Colmar: Cidade de Contos de Fadas na França

Imagem 1: Petite Venise, Colmar, França.
Fonte: Do Autor 

Bem antes de fazer meu roteiro de viagem pela França, deparei-me com uma matéria de um blog que listava dez cidades do mundo que parecem ter saído de um conto de fadas, e lá estava Colmar. Foi quando me encantei com a beleza desta pequena cidade francesa, localizada na região da Alsácia e logo soube que incluiria a mesma em meu roteiro de viagem quando visitasse a França novamente. Deixo aqui minhas impressões de Colmar, juntamente com um guia das principais atrações turísticas e culturais da cidade, além de algumas fotos que tirei por lá. Você também pode conferir o álbum completo no Facebook, clicando aqui. Se quiser conferir o roteiro completo das cidades por onde viajei na França, clique nos links abaixo:

Colmar fica na região da Alsácia, no nordeste da França, próxima à fronteira com a Alemanha, e a infuência do país vizinho na Cultura, na Arquitetura e na Gastronomia desta região são visíveis. Sua população é de aproximadamente 67 mil habitantes. É a capital da região vinícola alsaciana, com suas casas em enxaimel coloridas, travessas de paralelepípedos e canais adornados com pontes, que dão ao viajante a impressão de estar viajando no tempo, mais especificamente nos anos 1400. Para quem gosta de fotografia, é um prato cheio. É também uma boa pedida para casais apaixonados, as paisagens deslumbrantes criam um clima romântico ideal.
Assim como todas as cidades que visitei na França, Colmar guarda muita história e cultura em suas magníficas igrejas e museus. Um dia é suficiente para conhecer os principais pontos turísticos da cidade a pé (tudo fica muito perto, no centro), fazer o passeio de barco e ainda aproveitar a divina gastronomia alsaciana. Veja a seguir as principais atrações:

  •    Petite Venise
Bairro histórico onde se encontram as mais belas paisagens de Colmar. É chamado de “Pequena Veneza” apenas devido ao canal, pois não lembra em nada a cidade italiana.  Alguns destaques da área: a medieval Rue des Tanneurs; o quai de la Poissonerie, antigo bairro dos pescadores; o imperdível passeio de barco a remo pelo canal; os restaurantes que oferecem ótimas opções de cervejas locais e a tarte flambée, uma deliciosa especialidade gastronômica da região.
Os passeios de barco saem de meia em meia hora da rue de la Herse, ao lado do restaurante Le Caveau Saint-Pierre e custam 6 euros (gratuitos para menores de 10 anos).
Horários: 10h00 às 12h00 e 13h30 às 19h00


Imagem 2: Petite Venise, Colmar, França. 
Fonte: Do Autor

  • Musée d’Unterlinden
Museu instalado em um mosteiro dominicano de arquitetura gótica. Abriga um acervo de estátuas de pedra medievais e gravuras do fim do século 15. A atração principal é o “Retábulo de Issenheim”, uma das mais importantes obras sacras já criadas, atribuído ao escultor Nicolas of Haguenau e o pintor Mathias Grünewald, o retábulo é uma representação realista de cenas do Novo Testamento, da Natividade à Ressurreição.
O museu possui também uma coleção de arte moderna com obras de Monet, Renoir e Picasso, além de sediar exposições temporárias. Saiba mais sobre o acervo e a agenda no site oficial do museu.
Horários:
Segunda e quarta das 10–18 h
Quinta das 10–20 h
Sexta a domingo das 10–18 h
Fechado às terças
Entrada: 13 euros (adultos)
Endereço: Place Unterlinden F-68000 Colmar

Imagem 3: Musée d'Unterlinden, Colmar, França. 
Fonte: Do Autor

  •   Musée Bartholdi
A colossal Estátua da Liberdade localizada na Ilha da Liberdade, no porto de Nova York, grande símbolo da nação norte-americana, ícone da liberdade dos Estados Unidos, foi projetada por um francês da cidade de Colmar, chamado Frédéric Auguste Bartholdi, construída por Gustave Eiffel (o mesmo que construiu a Torre Eiffel) e foi dada como presente da França aos Estados Unidos em 28 de outubro de 1886. A casa onde nasceu Bartholdi, em Colmar, foi transformada em um museu que homenageia o escultor. No site oficial do museu, é possível fazer uma visita virtual pela bela residência dos Bartholdi, clique aqui
Endereço: 30 rue des Marchands.
Horário: 10-12h e 14-18 de quarta a segunda.
Entrada: 5 euros (adultos), 3 euros (crianças)




Imagem 4: Musée Bartholdi, Colmar, França.

  • Église St-Matthieu
Belíssima igreja protestante franciscana.
Endereço: 3 Grand Rue
Horários: 10-12h, 15-17h.


Imagem 5: Église St-Matthieu, Colmar, França.

  •  Église des Dominicains
Igreja gótica que abriga o celebrado tríptico “La Vierge au Buisson de Roses”, de Martin Schongauer, de 1473. Os vitrais são do século 14 e 15.
Endereço: Place des Dominicains
Horários: 10-13h e 15-18h
Entrada: 1,50 euros (adulto), 0,50 (criança)


Imagem 6: Église des Dominicains

  • Maison des Têtes
Casa construída em 1609 para um comerciante de vinhos, como o próprio nome sugere a casa é adornada por cabeças (têtes) de animais, demônios e querubins.
Endereço: 19 rue de Têtes 


Imagem 7: Maison des Têtes, Colmar
Fonte: Do Autor

  • Ancienne Douane
Conhecida localmente como Koïfhus, esta Alfândega do fim da Idade Média com telhado de ardósia hoje recebe exposições e concertos. É a construção pública mais antiga da cidade de Colmar. Localizada ao final da Rue des Merchands.
Endereço: Place de l’Ancienne Douane.


Imagem 8: Ancienne Douane de Colmar
Fonte: Do Autor

  • Collégiale St-Martin
Catedral gótica com telhado em mosaico, pináculo de cobre em estilo mongol e belos vitrais.
Endereço: Place de la Cathédrale
Horários: 8h30-19h




Imagem: Collégiale St-Martin
Fonte: Do Autor

  • Musée du Jouet
Um museu que conta a história dos brinquedos de várias décadas passadas, dedicado às crianças de todas as idades e também a crianças grandes (adultos), que se deliciarão com lembranças da infância. Confira a coleção do museu aqui. Também é possível fazer uma visita virtual aqui
 Endereço: 40 Rue Vauban
Horários:
Jan à Nov: 10h-17h com exceção das terças
Jul-Ago : todos os dias das 10h-18h
Dez: todos os dias das 10h-18h


Entrada: Adulto - 5 €, jovem de 8 à 18 anos -3,90 €, menos de 8 anos – gratuita


Imagem: Musée du Jouet, Colmar 


Tem alguma dúvida? Precisa de alguma outra dica que não citei aqui? Deixe um comentário e será um prazer respondê-lo. 
Espero que tenham gostado do roteiro cultural de Colmar, em breve escreverei sobre mais cidades francesas que visitei. Até logo! 

Obrigada a todos que visitaram o blog, que curtiram e compartilharam as postagens do Planeta Criativo em 2016. Postarei mais roteiros e mais dicas imperdíveis no ano que vem!
Feliz 2017!!!!

segunda-feira, 14 de março de 2016

Roteiro de 23 dias na França + Genebra – Parte III

por Ana Paula Teixeira 

Continuo nesta postagem a falar sobre minha viagem pela França, falarei um pouquinho sobre a região de Paris e Genebra na Suiça, e darei algumas dicas sobre transporte entre as cidades do roteiro, sobre hospedagem, alimentação e gastos. Se você ainda não leu as outras duas postagens clique abaixo:

Região de Paris – Île de France

No mundo Ocidental, Paris é a segunda cidade mais visitada, ficando atrás apenas de Londres. A capital francesa, eternizada pelo cinema e a televisão, está muito presente em nosso imaginário. É uma cidade que possui mais símbolos célebres do que qualquer outra, quem nunca ouviu falar ou nunca viu uma foto da Torre Eiffel, do Arco do Triunfo, da Champs Elysées, do Moulin Rouge, da Catedral de Notre-Dame e dos famosos cafés de Paris? Eu que já estive lá duas vezes posso confirmar: é impossível não se apaixonar por Paris, essa cidade que possui tanta oferta cultural, tanta história e tanto charme. Seja você um amante da Arte, da História, da Arquitetura, da Gastronomia ou da Moda, Paris é aquela cidade que você deve visitar pelo menos uma vez na vida. Não deixe de conhecer desde os pontos turísticos mais famosos como o Museu do Louvre e o Rio Sena até as atrações menos frequentadas pelos turistas, como o Instituto do Mundo Árabe, as incríveis galerias de arte contemporânea do Marais e os diversos mercados.
Na primeira vez que viajei à Europa, fiquei apenas 4 dias em Paris, e a sensação era de não ter conhecido nem um terço da cidade. Dessa última vez, resolvi ficar 8 noites para poder aproveitar um pouco de tudo que a capital francesa tem a oferecer.

Imagem 1: Champs de Mars, Paris, França
Fonte: Do Autor

Imagem 2: Pont de l'Archevêché, Paris, França
Fonte: Do Autor

Durante essa estadia de 8 noites, quase 9 dias, fizemos dois passeios bate-volta. O primeiro foi a Giverny, a cidade onde fica a casa e os jardins do pintor impressionista Claude Monet, um pequeno paraíso que não fica na Île de France, na realidade pertence à região da Normandia, mas é bem perto de Paris. Nós compramos um passeio de uma agência de turismo que vai e volta no mesmo dia, o trajeto dura pouco mais de 1 hora. Você pode também ir até Giverny por conta própria, usando o transporte público, falaremos sobre isso em uma postagem futura. Confira o mapa abaixo:

Imagem 3: Trajeto Paris - Giverny, França
Fonte: Google Maps

Imagem 4: Jardins de Monet, Giverny, França
Fonte: Do Autor

O outro passeio foi até Versalhes, onde ficam o icônico Palácio de Versalhes e seus maravilhosos jardins. Na primeira vez em que estive lá, fiquei muito tempo em uma fila monstruosa para entrar no castelo, um pesadelo para quem viaja em alta temporada. Desta vez, a intenção foi explorar melhor os jardins, que também têm uma fila de acesso, mas essa é bem menor. Para chegar até Versalhes basta pegar um trem, é fácil e bem mais barato do que comprar o passeio em uma agência de turismo. Contarei mais detalhes para vocês em um post futuro.

Imagem 5: Jardins de Versalhes, França
Fonte: Do Autor

Outros destaques da região de Paris são a Disneyland, a versão europeia do resort, localizada a 32 km do centro de Paris; La Defense, o distrito de arranha-céus a 3km da capital, para quem curte uma arquitetura ultramoderna; Fontainebleu, onde fica um dos castelos mais bem decorados da França, uma bela cidade também pertinho da capital; a pequena e seleta Chantilly, cidadezinha onde foi criado o crème que conhecemos como chantili.

Genebra – Suiça

Genebra é conhecida por abrigar diversas organizações internacionais, entre elas a ONU, a Cruz Vermelha e a OMC, e por ser um centro internacional de humanitarismo. É famosa pelos bancos mundialmente reconhecidos por garantirem sigilo absoluto da conta de seus clientes. Além disso, é uma cidade multicultural, que oferece muitas atrações culturais, teatros, óperas, cafés, restaurantes e museus que contam mais de 2000 anos de História. Vale muito a pena passear ao redor do lindo lago azul de Genebra e pelas ruelas do centro histórico. Não é um destino barato, achei os preços bem mais caros do que na França, porém o transporte público para turistas é gratuito.

Decidimos visitar Genebra principalmente pela sua proximidade à fronteira com a França, mas também porque era mais uma ótima oportunidade de praticar o francês (língua oficial nesta parte da Suiça) e de conhecer, ainda que bem pouquinho, a cultura de outro país. Dormimos por lá uma noite e ficamos até o outro dia à tarde, não deu para conhecer muita coisa, recomendo ficar um pouco mais, para poder visitar as várias atrações e passear com calma pelo lago, que é deslumbrante.

Imagem 6: Organizações das Nações Unidas, Genebra, Suiça
Fonte: Do Autor

Imagem 7: Lago de Genebra, Suiça
Fonte: Do Autor

Transporte

Após pesquisar muito a respeito, decidimos fazer todos os deslocamentos de trem, pela companhia francesa SNCF. O serviço é ótimo, os assentos são confortáveis e o trem é bem espaçoso. Na maioria dos trajetos não tivemos problemas com atrasos, mas em algumas cidades tivemos que esperar por bastante tempo, devido às más condições meteorológicas. Eu recomendo apesar disso e não me arrependo da escolha.
Gastamos 270 euros com as viagens, foram 14 trajetos no total. A passagem mais cara custou 32 euros e a mais barata, 10 euros. Confira preços de passagens e horários de trens aqui. É sempre bom comprar com bastante antecedência para não correr o risco de acabarem as passagens e de o valor aumentar.

Imagem 8: Gare de Lyon Part-Dieu, estação de trem
Fonte: Do Autor


Hospedagem

Existem algumas boas opções de hospedagem para quem não quer gastar muito. Comentarei a seguir sobre cada uma:

Hostel (Albergue): Você pode escolher entre dois tipos de acomodação, quarto compartilhado e quarto privativo. Se você escolher a primeira, reservar uma cama em um quarto com pessoas desconhecidas, o preço normalmente sai mais em conta do que quartos em hotéis, porém se você estiver sozinho ou em casal, e escolher ficar em quarto privativo, vai acabar pagando quase a mesma coisa que em um hotel. A segunda opção acaba compensando, no entanto, para quem viaja em grupo, dá para fechar um quarto privativo de 6 até 8 pessoas e o preço cai bastante em relação a quartos duplos. Nas cidades do interior, principalmente as menores, é um pouco difícil encontrar albergues, esta acaba sendo uma opção mais viável para cidades grandes. Em Genebra, por exemplo, ficamos em um hostel (City Hostel), pois foi o melhor custo-benefício que encontramos. Sites para consultar: Hostel World,  Hostel Bookers Booking.com.

Apartamento / Quarto: Paris é a cidade mais cara da França e a melhor opção de hospedagem que encontramos foi sublocar um apartamento pelo Airbnb, um site que oferece aluguel de casas, apartamentos e quartos, e os valores são MUITO menores. É possível encontrar ótimas acomodações em localizações excelentes. Quando estive em Nova York, fiquei em um quarto que aluguei no Airbnb e em Londres desta última vez também. Ótima opção para quem está viajando em casal, ou até em grupo, e uma oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a cultura e os hábitos locais, já que vários proprietários moram na propriedade que estão sublocando.

Hotel: Uma vantagem desse tipo de acomodação é a comodidade e o fato de alguns oferecerem café da manhã, você não precisa se preocupar com nada. Nas cidades menores, eram nossa única opção, ficamos em alguns locais ótimos e em outros que deixavam um pouco a desejar. Se o hotel é barato de mais, é bom desconfiar, uma boa dica é verificar a avaliação das pessoas que já se hospedaram lá, ver qual sua nota, isso vale também para hostels e apartamentos. Onde procurar: sites como Booking.com, Hoteis.com e Decolar.com.  

Uma dúvida que sempre surge em relação à hospedagem é: em que região da cidade ficar? Na maioria das cidades, optamos por acomodações perto da estação de trem, para não precisar gastar com deslocamento. Normalmente, as estações ficam no centro da cidade, perto das atrações turísticas, é importante verificar onde vai parar o trem que você está pegando, pois alguns param nas “gares TGV”, que ficam mais afastadas.  Nas cidades maiores, principalmente, também é interessante pesquisar se o bairro que você escolheu para se hospedar é seguro e se é próximo ou de fácil acesso às atrações que você deseja visitar.

Quanto vou gastar?

Calculamos uma média de gasto de 80 euros por dia incluindo alimentação, passeios/atrações e compras, em Paris e Genebra você acaba gastando um pouquinho a mais porque são cidades caras, no interior da França é bem provável que você gaste menos de 80. Com essa média você consegue fazer boas refeições (aproximadamente 20 euros por refeição), não precisa passar a viagem comendo fast food, e ainda sobra dinheiro para atrações turísticas, compras, baladas etc. Com a hospedagem, em Paris, gastamos em torno de 25 euros por pessoa a diária, em Genebra, 35 euros. Nas demais cidades, gastamos uma média de 20 euros por dia, mas o valor variou bastante de uma cidade para outra.

É importante ressaltar, no entanto, que esses valores são correspondentes ao ano de 2015 e que, portanto, não devem ser usados em seu orçamento sem consulta prévia, a cotação do euro e do dólar mudam sempre e os preços variam bastante de um ano para outro, a intenção é apenas dar uma ideia para quem está planejando fazer uma viagem deste tipo. Na hora de fazer o orçamento, busque preços de hospedagem, de atrações etc. para ter números mais precisos, mesmo porque os mesmos variam de acordo com o perfil do viajante. Existem alguns sites que ajudam a fazer esse cálculo, como, por exemplo, o Quanto Custa Viajar, ele te dá uma média de gasto por dia em diversas cidades do mundo, em reais.

Alimentação 

Já ouvi várias reclamações de brasileiros que viajaram à França, principalmente a Paris, em relação à comida. Existe um mito de que não se come bem por lá, que as porções são mixurucas etc. O principal causador desse “problema” é a barreira da língua e isso não ocorre apenas na França. Conheço poucas pessoas que dominam o francês, a maioria dos brasileiros que viajam à França não dominam o idioma e muitos não falam inglês fluente, o que dificulta a comunicação. Existe outro mito de que franceses não falam inglês e que não gostam de responder quando você fala inglês com eles. Na realidade, o principal inconveniente é o sotaque, a maioria fala inglês sim, porém o sotaque deixa a compreensão um pouco difícil. Sendo assim, fica difícil fazer uma boa escolha em um restaurante ou café, e as pessoas acabam recorrendo ao fast food, que é universal, quem não sabe pedir um cheeseburger, não é mesmo?

Sendo assim, como comer bem na França se não falo francês? Basta entender como funciona o esquema do “Menu du Jour” e do “Plat du Jour”, e andar sempre com um dicionário, pois não dá para confiar tanto no Wi-Fi, em alguns lugares não há conexão de internet. O Menu é uma opção que a maioria dos estabelecimentos oferece, ela inclui uma entrée (entrada), um plat (prato principal) e uma dessert (sobremesa), você escolhe entre as várias opções de entradas, pratos e sobremesas. O Menu é a opção mais bem servida, entretanto, se você não estiver com tanta fome eu recomendo o Plat du Jour (prato do dia), que consiste em opções de pratos principais por um valor menor do que o normal. Existe ainda a opção de combinar entrée e plat du jour ou plat du jour e dessert, também por um valor mais em conta. As seleções de Menu e Plat du Jour normalmente ficam escritas em uma lousinha de giz na entrada do estabelecimento. Antes de viajar, procure pesquisar os principais pratos típicos franceses e vocabulário de comida, isso ajuda bastante.

Você pode alternar refeições como as descritas acima com opções baratas e práticas como crepes, sanduíches, pizzas, massas, tortas e saladas. No supermercado, você encontra sanduíches naturais e comida congelada de ótima qualidade (eles vendem até risoto, e é uma delícia).

Obs.: Nos restaurantes, quando você pede um prato ou um Menu, eles te trazem uma cestinha de pão (cortesia) e a água também é de graça, basta pedir “une carafe d’eau, s’il vous plaît”

Imagem 9: Menu du Jour

Imagem 10: Le Plat du Jour
Fonte: Wikipedia


Este foi o meu roteiro de viagem pela França, espero que tenha sido útil e que tenha lhe ajudado a montar seu próprio roteiro. A seguir, falarei mais detalhadamente sobre cada cidade que visitei e darei muitas outras dicas úteis.
Vêm aí... roteiro cultural em Nova York, Rio de Janeiro e Salvador! Fique de olho ;)
Até a próxima!

sábado, 7 de novembro de 2015

Roteiro de 23 dias na França + Genebra - Parte II

por Ana Paula Teixeira

Como já contei pra vocês, em julho deste ano de 2015, fiz um tour pela França, fiquei 4 dias em Londres e dei uma passadinha em Genebra, na Suiça. Se você ainda não leu a primeira parte do roteiro clique aqui.
No post anterior, falei um pouquinho sobre várias regiões por onde passei: a Alsácia, o Vale do Rhône, os Alpes Franceses e a Provença. Neste post, falarei sobre mais lugares que visitei e suas respectivas regiões. Em seguida, farei uma terceira postagem com dicas de deslocamento na França e muito mais.

Languedoc – Roussillon
Esta região faz fronteira à leste com a Provença e a oeste com os Pirineus. É uma área de grande importância desde a Roma Antiga, principalmente por conta de seus aquedutos romanos e as fortalezas cátaras. A mistura de culturas, festas e línguas fazem desta região um mini país dentro da França. No Baixo Languedoc (Bas-Languedoc), os destaques são: Montpelier, Nimes e Carcassonne. Ao norte, o Alto Languedoc (Haute-Languedoc) é uma área de colinas, cavernas, vales e desfiladeiros. A sudoeste fica Roussillon, que parece fazer parte da Catalunha mais do que da França.
As cidades escolhidas nessa região foram Nimes e Carcassonne. Nimes possui algumas das construções romanas mais bem preservadas da França, como as arenas de Nimes, que se assemelham muito ao Coliseu, em Roma, e o fenomenal anfiteatro romano. Essa cidade merece ser lembrada também pela sua contribuição à moda, pois o tecido conhecido como serge de Nimes, usado pelos agricultores de Languedoc, é o que hoje chamamos de jeans. Em Nimes, ficamos 2 noites.


Imagem: Arènes de Nimes
Fonte: Do Autor

Nimes fica muito perto de Pont du Gard, um aqueduto romano realmente impressionante. É possível ir até o local de ônibus, e foi o que fizemos. Em breve farei um post dedicado a esta atração, que é patrimônio mundial da UNESCO.


Imagem: Pont du Gard
Fonte: Do Autor

Carcassonne, por sua vez, é outra cidade que parece ter saído de um conto de fadas. A Cité de Carcassonne é uma cidade fortificada erguida no alto de uma colina rochosa, que data da era medieval. Os franceses souberam explorar muito bem essa atração, que é a mais famosa do Languedoc, atraindo 4 milhões de visitantes todo ano. No verão, a cidade fortificada fica completamente lotada de turistas, chega a ser irritante. Lá dentro da cité você encontra restaurantes, lojas de souvenires (algumas bem bregas por sinal), itens e vestimentas medievais pra comprar, o castelo, museus da Inquisição, shows, teatrinhos medievais e outras atividades para turistas. Um dia é suficiente para aproveitar bem o passeio por Carcassonne.


Imagem: Cité de Carcassonne
Fonte: Do Autor

Região de Toulouse
O destino principal nesta região é, obviamente, Toulouse. Lá você poderá disfrutar da Gastronomia tradicional e de bons vinhos. Com seus mercados, arquitetura avermelhada, cultura vibrante e vida universitária, a agitada Toulouse também não poderia ficar de fora do roteiro. Essa cidade é conhecida como ‘‘La Ville Rose’’ devido à rocha rosada usada na construção de muitos prédios. Ela é centro da indústria aeroespacial desde 1930 e sede do famoso time de Rúgbi “Stade Toulousain”. A Place du Capitole é uma das atrações mais famosas de Toulouse, você pode entrar no Capitólio (que é lindíssimo!!!), e não paga nada por isso. Ficamos duas noites em Toulouse. 


Imagem: Capitole de Toulouse
Fonte: Do Autor

Costa Atlântica
Esta é uma região muito tranquila, de estradas serpenteadas por colinas e vinhedos. Mas a Costa Atlântica tem, além da natureza, belas cidades e cultura. Bordeaux foi nossa escolhida, mas você pode visitar também Nantes, com seus vários museus, La Rochelle, que abriga um famoso aquário e tem uma bela localização portuária, e Cognac, mundialmente conhecida pela bebida destilada de mesmo nome. Os excepcionais vinhos da região são conhecidos no mundo inteiro e você não pode deixar de fazer um passeio de degustação.
Bordeaux é uma cidade muito bonita e interessante e é muito fácil se locomover por meio do transporte público. Na virada do milênio, o prefeito Alain Juppé acordou A Bela Adormecida (como é conhecida Bordeaux), transformando seus bulevares em calçadões e restaurando a arquitetura neoclássica. As transformações fizeram com que a cidade fosse incluída pela UNESCO na lista de Patrimônios da Humanidade. Chegando em Bordeaux, vá até o office de tourisme e reserve um passeio pelos vinhedos e chateaux de vinho, você não pode ir embora sem experimentar um original “Bordeaux”, também é possível comprar o passeio pela Internet, em breve faremos um post dedicado a essa cidade e os passeios. Ficamos duas noites em Bordeaux também.


Imagem: Centro de Bordeaux
Fonte: Do Autor

Imagem: Château de Blaie
Fonte: Do Autor

Vale du Loire
O Vale do Loire é mais um cenário majestoso do interior da França, também Patrimônio Mundial da UNESCO, outra parada obrigatória. Lá você vivencia a pompa aristocrática e o esplendor arquitetônico de grandes palácios. Além disso, os vinhos da região são os novos queridinhos dos entendedores de vinho.
Para conhecer os majestosos palácios e ainda degustar um ótimo vinho vintage, você pode ficar hospedado em Tours, que é onde ficamos, ou em outras cidades da região. Se preferir algo mais luxuoso e romântico, você também pode escolher um chateau que ofereça hospedagem. Entre os principais palácios abertos à visitação estão: Chambord, Cheverny, Chenonceau, Amboise, Villandry e Azay-le-Ridau. Infelizmente não é possível conhecer todos em um dia, então escolhemos um passeio saindo de Tours que ia até Chenonceau, Amboise e uma cava de vinhos. 
Tours é uma ótima base para explorar os castelos do Loire, mas não só isso. É uma cidade movimentada, com um centrinho antigo muito charmoso e uma universidade de 25 mil alunos. Passamos uma noite em Tours.

Imagem: Praça e estação de trem de Tours
Fonte: Do Autor

O Château de Chenonceau é um dos mais elegantes do Vale do Loire, recomendo muito a visita. O palácio, que começou a ser construído em 1515, é cercado por incríveis jardins e paisagens. No interior do palácio, você encontrará cômodos ainda mobiliados e decorados, com móveis, tapeçarias e azulejos no melhor estilo da nobreza do século XVIII.

Imagem: Château de Chenonceau
Fonte: Do Autor

O Château Royal d’Amboise, por sua vez, é famoso por ser o local de descanso eterno do gênio Leonardo da Vinci. Acredita-se que seu túmulo esteja na na Chapelle St. Huber. O castelo foi construído sobre uma escarpa rochosa acima da cidade.

Imagem: Château d'Amboise
Fonte: Do Autor

Imagem: Caves Duhard
Fonte: Do Autor

E assim concluímos a segunda parte do meu roteiro pela França. No próximo post (parte III), falarei sobre a região de Paris e Genebra, na Suiça, aguardem. Vêm aí muitas dicas imperdíveis sobre a França. Não percam!
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Até mais!

domingo, 25 de outubro de 2015

Roteiro de 23 dias na França + Genebra, na Suíça

por Ana Paula Teixeira 

Fizemos, em julho de 2015, um tour pela França. Conhecemos várias regiões e diversas cidades do interior, além de Paris e Genebra, na Suíça. Foi super difícil escolher o trajeto porque, ainda que seja um país pequeno em termos de território, a França possui muitos lugares incríveis e diferentes uns dos outros. Tracei a rota principal pelo Google Maps, com todas as cidades em que ficamos pelo menos uma noite, não consegui concluir até Paris, pois o site não permitia adicionar mais uma cidade. As cidades são: Colmar, Lyon, Genebra, Annecy, Marseille, Nimes, Carcassonne, Toulouse, Bordeaux, Tours e Paris. Todos esses trajetos foram feitos de trem, pela companhia nacional SNCF.
Fizemos também passeios bate-volta para outras cidades/locais que não estão aí, são elas: Avignon, Les Baux-de-Provence, Saint-Remy de Provence, Arles, Pont du Gard, Chenonceau, Amboise, Giverny, além de vinículas e calanques.

Imagem 1: Trajeto Colmar - Tours
Fonte: Google Maps

Imagem 2: Trajeto final Carcassonne - Paris
Fonte: Google Maps

Contarei tudo pra vocês a seguir. Como tenho muita coisa pra contar e pretendo fazê-lo em detalhes, dividirei este post em partes e farei um post dedicado a cada local posteriormente. Começo falando das regiões que visitamos, suas características culturais, principais destinos, e um pouquinho sobre as cidades que conhecemos em cada uma. Nossa viagem começou em Londres, Inglaterra (saiba mais aqui), em seguida pegamos um trem a Paris, e de lá até Colmar, nosso primeiro destino.

Imagem 3: Trajeto Londres - Colmar 
Fonte: Google Maps

Alsace
Esta região é conhecida principalmente devido ao revanchismo franco-alemão, quem nunca ouviu falar da Alsácia-Lorena nas aulas de História? No final do século XIX, durante a Guerra Franco Prussiana, os franceses perderam essa região para a Alemanha. Ela só foi devolvida à França na Primeira Guerra Mundial. O fato de ser muito próxima ao território alemão e a sua anexação a esse território fizeram com que adotasse muitas características germânicas. Além do francês, lá eles falam o alsacien, um dialeto germânico que é a terceira língua nativa da França após o francês e o occitan. A Alsácia também é bem conhecida pela sua Gastronomia e pelas vilas e cidades que parecem ter saído de um conto de fadas da Disney.
A capital da Alsácia é Estrasburgo, mas nós escolhemos Colmar, uma cidadezinha muito charmosa, que nos chamou a atenção por fotos e que é ainda mais linda pessoalmente. Essa cidade é a capital da região vinícula alsaciana, com suas casinhas coloridas, o centro antigo e o canal que lembra Veneza, no bairro chamado de Petite Venise. Um dia é suficiente para conhecer bem a cidade, portanto dormimos por lá uma noite e partimos no dia seguinte à tarde.

Imagem 4: Colmar, Alsácia - França
Fonte: Do Autor

Vale do Rhône 
O grande destaque desta região é Lyon, a capital francesa da Gastronomia, a terceira maior metrópole da França, com majestosos teatros romanos, um centro histórico com ruas de paralelepípedos tombado pela UNESCO, vários museus e atrações culturais, e o Rio Rhône, onde se pode fazer um passeio de barco e observar a paisagem. Em Lyon, fica a igreja mais bonita que eu vi na França, a Catedral Notre Dame de Fourvière, que, na minha opinião, ganha da Notre Dame de Paris em beleza e imponência, principalmente em seu interior. As luzes amareladas na noite de Lyon são mais uma caraterística dessa cidade tão interessante. Dois dias são o mínimo de tempo para fazer uma visita proveitosa, nos decidimos ficar duas noites na cidade.
Outros destaques são Beaujoulais, famosa por seus vinhos ilustres; Pérouges, um pitoresco vilarejo conhecido pelas suas tradicionais tortas com crosta de açúcar; Valence e sua celebrada pâtisserie, seus biscoitos amanteigados; Montélimar e as fábricas de torrones artesanais.

Imagem 5: Rio Rhône, Lyon - França
Fonte: Do Autor

Alpes Franceses
A beleza natural dos Alpes é indescritível, as montanhas de neve permanente e os lagos safira são alguns destaques. Na primeira vez que estive na França, visitei Chamonix, de onde se avistam os picos brancos do Mont Blanc. Chamonix é a meca do montanhismo, durante o inverno funciona como um centro de diversão, atrai campeões olímpicos, esquiadores e snowboarders.

Imagem 6: Chamonix, Alpes Franceses - França
Fonte: Do Autor

O destino escolhido para 2015, no entanto, foi a melhor surpresa da viagem. Annecy, bem pertinho da fronteira com a Suiça, é um verdadeiro paraíso na terra. As pessoas me falavam que eu amaria essa cidade, que é lindíssima, mas eu só acreditei quando vi com meus próprios olhos. O centro histórico é repleto de casinhas medievais e abriga uma prisão do século XI, impressionante! O lago de Annecy é simplesmente deslumbrante, azul e cristalino. Essa é uma cidade pouco conhecida pelos turistas e que me surpreendeu bastante. Foi uma pena termos ficado apenas uma noite, eu bem que gostaria de ter um dia a mais para aproveitar a tranquilidade e beleza da cidade.

Imagem 7: Annecy, Alpes Franceses - França 
Fonte: Do Autor

Provence
A Provença é uma das regiões mais bonitas da França, os campos de lavanda e as paisagens provençais foram eternizadas pelas pinturas de artistas como Paul Cézanne e Van Gogh, que habitaram a região e se encantaram com suas belezas. As cidades escolhidas nessa região foram várias: Marseille, Aix-en-Provence, Avignon, Baux de Provence e Arles. É uma pena que não tenhamos tido mais tempo para conhecer melhor cada uma delas.
Escolhemos passar 5 noites na multicultural Marseille (Marselha, em português), acreditando que seria um bom ponto de partida para fazer excursões e passeios bate-volta. Deixamos dois dias reservados para as atrações de Marseille, que apesar de ser uma cidade considerada perigosa e de ser um pouco suja, foi nomeada a capital cultural europeia em 2013, e é um destino que não deve ser deixado de lado no seu roteiro pela França.


Imagem 8: Marseille, Provence - França
Fonte: Do Autor

Aix-en-Provence fica a apenas 25 km da exótica Marselha e a diferença entre as duas cidades é muito visível. Há em torno de 30 mil estudantes na Université de Provence e muitos estrangeiros na cidade, que é repleta de cafés, restaurantes e bares. O motivo principal da minha visita a Aix foi, entretanto, visitar a casa e o ateliê de Cézanne, um dos principais expoentes da História das artes plásticas. Outra figura importante que cresceu em Aix-en-Provence é Émile Zola, o famoso escritor francês nascido em Paris. Dá pra ir e voltar no mesmo dia, nós fizemos bate-volta e foi o suficiente para nosso propósito.


Imagem 9: Casa de Paul Cézanne, Aix-en-Provence, França
Fonte: Do Autor

A fim de fazer um passeio que visitasse as principais atrações do Van Gogh na Provence, procuramos a agência de turismo de Marseille, mas não conseguimos fazer o passeio por lá. Descobrimos que o melhor ponto de saída para esse tipo de passeio guiado é Avignon, uma cidade que não estava no roteiro porque eu já a tinha visitado em 2007. Fomos a Avignon e lá contratamos um passeio de uma tarde cujas paradas são St-Rémy de Provence, Les Baux-de-Provence e Arles. Avignon é conhecida como a cidade dos papas e ainda possui parte do muro que a cercava na era medieval.


Imagem 10: Avignon, Provence - França
Fonte: Do Autor

Em St-Rémy localiza-se o hospital psiquiátrico onde ficou internado Van Gogh, e Arles é onde ele pintou o quadro do quarto que todos conhecemos. Arles possui também vários monumentos romanos, vale a pena conhecer. 

Imagem 11: St. Rémy de Provence, hospital psiquiátrico
Fonte: Do Autor

Imagem 12: Arles, Provence - França
Fonte: Do Autor

Em Baux de Provence ficamos pouquíssimo tempo, mas deu para dar uma olhadinha nas vielas onde viviam os duques mais poderosos do sul da França no século XI, e o maciço rochoso de paredes muito íngremes de 900 metros de altura.


Imagem 12: Les Baux de Provence
Fonte: Do Autor

Continua...

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