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domingo, 21 de maio de 2017

New York, New York: A cidade que nunca dorme

Imagem 1: Vista do Rockefeller Center, Nova York. 
Fonte: Do Autor 

Nova York sempre foi um dos meus destinos de viagem mais cobiçados e sabia que teria que ficar pelo menos 10 dias para conhecer bem a cidade, afinal a variedade de atrações culturais e turísticas é muito grande, além de ser um ótimo local para fazer compras, sair à noite e desfrutar de boa comida. Acabei ficando 11 dias e foi uma experiência inesquecível. Pude conhecer não só Manhattan, mas também lugares pouco explorados pelos turistas tradicionais. Contarei tudo pra vocês nesta e nas próximas postagens.
Nova York é a cidade mais populosa dos Estados Unidos e a terceira mais populosa das Américas. É referência mundial em diversos setores: artes, mídia, moda, finanças, tecnologia, entretenimento, educação e assuntos internacionais.
A cidade é dividida em cinco boroughs (distritos): Bronx, Brooklyn, Manhattan, Queens e Staten Island. Desses cinco, conheci apenas 3: Manhattan, Queens e Brooklyn. É sobre esses 3 que falarei a seguir.

Imagem 2: Distritos de Nova York. 

Antes de contar pra vocês o meu roteiro em Nova York, gostaria de indicar alguns filmes e séries de TV que mostram a cidade e que são muito legais pra ilustrar um pouco o que é New York City.

Séries:

1- Gossip Girl – A minha série favorita sobre Nova York. Pode até ser um pouco fútil, mas o figurino, a trilha sonora e as vistas da cidade, principalmente do Upper East Side, são sensacionais. Quando estive em Nova York, fiz o tour guiado pelas locações onde eles filmaram a série, muito legal!
2- How I met your mother – A melhor série de comédia na minha opinião. Além de ser muito engraçada, os atores são muito bon e a história se passa em Nova York. Eu estive no pub que inspirou o pub que os personagens frequentavam na série.
3- Sex and the city – Impossível não mencionar, outra série girly que também se passa em NYC.
4- Friends – acho que não existe uma pessoa que nunca assistiu pelo menos um episódio de Friends. Existem várias atrações inspiradas na série na cidade.
5- Mozart in the Jungle – Estou viciada nesta série. É sobre o mundo louco da música clássica em Nova York, estrelada por um dos meus atores favoritos, Gael Garcia Bernal.

Filmes:

1- O Diabo veste Prada – um dos meus favoritos, com duas das minhas atrizes favoritas, Meryl Streep e Anne Hathaway, e um figurino deslumbrante. Já é um clássico.
2- Os Embalos de Sábado à Noite (Saturday Night Fever) – musical que se passa no Brooklyn, com John Travolta, obrigatório para quem curte musicais.   
3- West Side Story – mais um musical pra lista, também obrigatório.
4- Bonequinha de Luxo – clássico estrelado pela Audrey Hepburn, não preciso dizer mais nada, né?
5- Cisne Negro – este filme é incrível e rendeu o Oscar à Natalie Portman, sobre os conflitos de uma bailarina em Nova York.
6- Prenda-me se for capaz – que filme fantástico! Aclamado pela crítica, com Tom Hanks e Leonardo DiCaprio e direção de Steven Spielberg.
7- O Lobo de Wall Street – Leonardo DiCaprio merecia um Oscar por sua performance neste filme, e o filme é fenomenal também.
8 – Requiem para um Sonho – Pesado, sobre drogas, mas muito bom! Trilha Sonora bastante conhecida.

Citei aqui algumas séries e filmes que gostei, mas existem muitos outros e Nova York está muito presente no nosso imaginário graças ao Cinema e à Televisão.


Atrações Turísticas em Manhattan



Imagem 3: Mapa de Manhattan. 
Fonte: Germadnik


Lower Manhattan

1. Wall Street


Wall Street é a personificação de todo o sistema financeiro dos EUA. A rua está localizada em Lower Manhattan, no Financial District. É o lar da Bolsa de Valores de Nova York e as sedes dos maiores bancos do mundo e outras instituições financeiras estão aqui.

O que visitar?

  • Federal Hall National Memorial:
O Federal Hall foi construído em 1700 como sede do governo da cidade de Nova Iorque. Mais tarde tornou-se o primeiro edifício capitólio dos Estados Unidos sob a constituição, onde George Washington tomou posse como primeiro presidente dos Estados Unidos. Foi demolido em 1812. No local foi construído o Federal Hall National Memorial, que serve como a Casa da Alfândega de Nova York. 
Metrô: estação Wall St.
Horários: 9 às 17h de segunda à sexta.

Imagem 4: Federal Hall National Memorial 
Fonte: Do Autor

  • Federal Reserve Bank

Metrô: estação Fulton St. Broadway Nassau.
Horários: 13 e 14 h de segunda à sexta, exceto feriados.
O tour é gratuito e pode ser reservado pelo site www. newyorkfed.org


Imagem 5: Federal Reserve Bank

  • Trinity Church
Igreja anglicana no cruzamento entre a Wall Street e a Broadway. Seu interior é bem bonito e o área externa conta com um jardim e um pequeno cemitério.  
Metrô: estação Wall St., Rector St.

Imagem 6: Trinity Church, Nova York
Fonte: Do Autor

  • New York Stock Exchange

É a famosa Bolsa de Valores de Nova York, infelizmente não aberta ao público.
Metrô: estação Wall St. ou Rector St.

Imagem 7: Bolsa de Valores de Nova York
Fonte: Mod the Sims

2. Memorial do World Trade Center


National September 11 Memorial é um tributo aos mortos nos ataques terroristas de 2001 nas torres gêmeas, na Pensilvânia e no Pentágono. Na área do ground zero (marco zero) estão dois espelhos d’água com cascata cercados por 400 pés de carvalho. Cada “piscina” tem quase 1 acre de extensão e as quedas d’água constituem as maiores cachoeiras artificiais da América do Norte. Os nomes de todas as pessoas que morreram nos ataques estão inscritos em painéis de bronze ao redor das piscinas.
O memorial pode ser visitado gratuitamente, mas para entrar no museu é necessário comprar o ingresso no site oficial, que custa 24 dólares para adultos.
Horários:
- Memorial: aberto diariamente  das 7:30 às 21h. 
- Museu: domingo à quinta das 9 às 20h (18h última entrada), sexta e sábado das 9 às 21h (19h última entrada)


Imagem 8: Memorial do World Trade Center, Nova York
Fonte; Do Autor 


4. Skyscraper Museum


O Scryscraper Museum (Museu do Arranha-Céu) celebra o rico patrimônio arquitetônico da cidade e examina as forças históricas e os indivíduos que moldaram seus skylines.
Metro: estação Bowling St. ou Rector St.
Horário: 12-18h de quarta à dom.
Entrada: 5 euros adultos, 2,50 para estudantes. 


Imagem 9: Skyscraper Museum, Nova York
Fonte: Do Autor


Continua...

domingo, 29 de março de 2015

MoMA: O Museu de Arte Moderna de Nova York

ImagensRetrato do Carteiro Joseph Roulin, Van Gogh; Mulher em frente ao espelho, Pablo Picasso
Fonte: Ana Paula Teixeira, MoMa  


A dica de hoje é mais um museu que eu visitei na cidade de Nova York, o ‘Museum of Modern Art (MoMA)’, outra atração imperdível. (Já postei duas vezes no blog sobre museus em NYC: o Museum of Moving Image e o Metropolitan Museum – exposição do Charles James.)  Eu adoro arte moderna, então esta foi uma das minhas atrações preferidas. O museu é incrível, possui o maior acervo do mundo de arte moderna.  São seis andares que abrigam mais de 150 mil obras de arte. Entre as suas preciosidades estão algumas das principais obras de Cézanne, Mondrian, Matisse, Van Gogh, Miró, Dalí, Picasso, Kandinsky, entre outros artistas famosos. Confira as fotos que eu tirei no álbum do Facebook


ImagensPanel for Edwin R. Campbell No. 4, Vasily Kandinsky; Composition in Red, Blue, Yellow, Piet Mondrian.
Fonte: Ana Paula Teixeira, MoMa. 


Quando estive lá, ainda pude conferir uma exposição sobre a artista brasileira Lygia Clark. A exibição, que era uma retrospectiva das quatro décadas da carreira de Lygia, reunia 300 obras da artista. Saiba mais aqui.
No momento, há uma exposição da cantora e compositora Björk, que parece ser muito interessante, leia mais aqui


Imagem: Exposição Lygia Clark, MoMA.
Fonte: Ana Paula Teixeira


História e arquitetura

O Museum of Modern Art de Nova York foi fundado em 1929 pelos mecenas Lillie P. Bliss, Cornelius J.Sullivan e John D. Rockefeller II, com o objetivo de promover ‘‘[...] o diálogo entre os artistas da vanguarda da época, as novas produções artísticas em voga e o grande público.’’ (Viagem para Nova York, online) Na época, ele possuía apenas 8 pinturas e um desenho. Devido à rápida expansão de seu acervo, o MoMA mudou de prédio três vezes. Recentemente, ‘‘[...] anexou ao seu prédio o MOMAPS1 que oferece uma extensa agenda de programas educacionais voltados às variadas artes contemporâneas.’’ (idem)

A última reforma do prédio do MoMA, em 2004, foi feita pelo arquiteto Yoshi Taniguchi.

O que se vê é uma fachada belíssima em mármore negro, painéis de vidro cinza e branco, planos superpostos e muita luz entrando por clarabóias. As paredes de vidro, integrando o museu com a cidade, revelam o perfil dos arranha céus que envolvem essa reforma que se tornou mais uma obra de arte do MoMA. (Mundi, online)

 Imagem: Vista para área externa 
Fonte: Ana Paula Teixeira, MoMA. 


Informações de visitação do museu:

As melhores épocas para visitar o museu são nos meses da primeira e do outono, porque no verão é muito lotado. Eu fui no verão, entretanto, e não tive nenhum problema. Uma dica pra quem vai nesse período de julho e agosto é comprar o ingresso antecipadamente. Eu acabei comprando-o junto com o ingresso para o ‘Top of the Rock’, outra atração de Nova York. Existe também a opção de adquirir o New York CityPass, um passe que dá direito a 6 atrações, saiba mais aqui

Horário de funcionamento:
Abre diariamente, de segunda a quinta, das 10h30 às 17h30, às sextas, das 10h30 às 20h, e aos sábados e domingos, das 10h30 às 17h30

Formas de pagamento:
US$ 25 (adultos), grátis para menores de 16 anos, US$ 18 (maiores de 65 anos), US$ 14 (estudantes), para a opção de estudante, basta apresentar uma carteirinha (eles aceitam do Brasil).

Como chegar:
Localizado em Midtown West 53 Street – região central de Manhattan.
Estação de metrô mais próxima: 5th Ave-53rd St.

Outra dica legal sobre o museu é o aplicativo para celular, baixe no seu smartphone e tenha acesso a informações sobre a coleção do museu, audio tours (em várias línguas, inclusive Português), agenda de exposições e muito mais. Para utilizar o aplicativo durante a visita, basta clicar em pesquisar e digitar o número da obra, para ouvir sobre ela. Procure por MoMA na loja de aplicativos e descubra!

Você também encontrará mais informações sobre o MoMA no site oficial: http://www.moma.org/

Quaisquer dúvidas e curiosidades, podem me perguntar, se eu souber responder, será um prazer.

Espero que tenham gostado do post. Prometo postar com mais frequência, sempre que der. Obrigada por visitarem o Planeta Criativo. Fiquem de olho na página do Face, deem um clique em curtir e fiquem sempre por dentro!

Até a próxima.

ImagemHirondelle Amour, Joan Miró
Fonte: Ana Paula Teixeira, MoMA. 

Referências:

VIAJE AQUI. Abril. MoMA (Museum of Modern Art). Disponível em: <http://viajeaqui.abril.com.br/estabelecimentos/estados-unidos-nova-york-atracao-moma-museum-of-modern-art>. Acesso em: 29 mar. 2015.

MUNDI. Museu de Arte Moderna de Nova York (Moma). Disponível em: <http://www.mundi.com.br/Ponto-Turistico-Museu-de-Arte-Moderna-de-Nova-York-Moma-Nova-York-239588.html>. Acesso em: 29 mar. 2015.

 VIAGEM PARA NOVA YORK. MoMA – Museu de Arte Moderna de NY. Disponível em: <http://www.viagemparanovayork.com.br/atracoes-turisticas/moma-museu-de-arte-moderna-de-ny>. Acesso em: 29 mar. 2015.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Dica de Cinema: Capitão Phillips

Imagem: Cena do Filme ''Capitão Phillips''

Após uma longa pausa, estou de volta. Mas a demora foi por uma boa causa, estive no Rio de Janeiro e trarei em breve muitas dicas pra vocês. Hoje falarei sobre um filme que assisti algumas semanas atrás e que eu recomendo. Ele recebeu indicações ao Oscar de 2014 e foi muito elogiado pelos críticos de cinema.  O filme em questão é o Capitão Phillips (Captain Phillips, 2013), cuja história foi adaptada de um livro baseado em fatos reais, escrito pelo verdadeiro Capitão Phillips, após ter tido seu navio atacado por piratas somalis. É um assunto bastante atual, a Pirataria na Somália, e o filme é muito bem feito. Talvez tenha faltado um pouco mais de carga ideológica e política no filme, sendo uma questão tão polêmica, de um povo marginalizado como é o da Somália, mas ainda assim gostei bastante da produção.

O enredo opõe desde o início os dois personagens centrais na trama, que são o Capitão Phillips e o somaliano Muse, que está no comando do ataque ao navio americano. Se, por um lado, o capitão americano é calmo e sensato, o somaliano é um jovem impulsivo, mas muito determinado. Ao contrário do que se espera de um blockbuster hollywoodiano, os piratas somalis não são mostrados somente como vilões da história, mas como seres humanos que mal sabem no que estão se metendo. Barkhad Abdi, que interpreta Muse, até então desconhecido pelo grande público, foi indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante, graças à sua incrível atuação no filme. Tom Hanks, por sua vez, mostrou mais uma vez que não brinca em serviço (a cena final é uma grande prova disso) e, na minha opinião, também merecia uma indicação da academia. Pra você que se interessou, uma pequena sinopse do filme:
‘‘Richard Phillips (Tom Hanks) é um comandante naval experiente, que aceita trabalhar com uma nova equipe na missão de entregar mercadorias e alimentos para o povo somaliano. Logo no início do trajeto, ele recebe a mensagem de que piratas têm atuado com frequência nos mares por onde devem passar. A situação não demora a se concretizar, quando dois barcos chegam perto do cargueiro, com oito somalianos armados, exigindo todo o dinheiro a bordo. Uma estratégia inicial faz com que os agressores recuem, apenas para retornar no dia seguinte. Embora Phillips utilize todos os procedimentos possíveis para dispersar os inimigos, eles conseguem subir a bordo, ameaçando a vida de todos. ‘’ (Adoro Cinema)
E por fim, algumas curiosidades, um tanto quanto decepcionantes, sobre os fatos reais que inspiraram o filme: (Contêm Spoilers!)

Em 8 de abril de 2009, o navio Maersk Alabama foi sequestrado por quatro piratas somalis, e o capitão do navio foi levado como refém em um bote salva vidas, sendo depois resgatado por um grupo de SEALs. Até aí a história é bem parecida com a do filme. No entanto, o capitão Phillips da vida real não foi nada heroico como o vivido por Tom Hanks. A maioria dos tripulantes do navio processaram seu capitão por não ter tomado as providências de segurança necessárias. Eles afirmaram que Phillips não atendeu aos avisos de ameaça pirata e negligenciou a situação, colocando em risco a tripulação. O herói da história foi, na realidade, o engenheiro Mike Perry, que foi quem levou a tripulação à casa de máquinas e rendeu um dos piratas. Mas antes que você fique com raiva do filme, saiba que o grande mentiroso foi o livro, escrito pelo Capitão, que conta a visão do mesmo sobre a história (''Dever de Capitão, Richard Phillips'').

Fiel à realidade ou não, o filme não deixa de ser ótimo, conduzido firmemente pela direção de Paul Greengrass e pelo elenco. Capitão Phillips é um prato cheio de suspense e ação para os amantes do cinema, não deixem de assistir.

Por hoje é só, espero que tenham gostado da dica e da crítica, deixem comentários e curtam a página no Facebook, hein? Espero vocês na próxima!


Imagem: O Verdadeiro Capitão Richard Phillips 


Referências:

ADORO CINEMA (Brasil). Capitão Phillips: Sinopse e Detalhes. 2013. Disponível em: <http://www.adorocinema.com/filmes/filme-191696/>. Acesso em: 29 jan. 2015.


BASEADO EM FATOS IRREAIS (Brasil). Capitão Phillips. Disponível em: <https://baseadoemfatosirreais.wordpress.com/2014/01/29/capitao-phillips-2013/>. Acesso em: 29 jan. 2015.

ROLLING STONE. UOL (Brasil). Oscar 2014: saiba quem levou a estatueta para casa. 2014. Disponível em: <http://rollingstone.uol.com.br/noticia/oscar-2014-saiba-quem-levou-estatueta-para-casa--/>. Acesso em: 29 jan. 2015.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Da saga ''Jogos Vorazes'': A Esperança Parte 1

Imagem 1: Jogos Vorazes: A Esperança Parte 1 
Fonte: Geekadelphia

Já falei sobre o livro e hoje farei alguns comentários sobre a primeira parte da versão para o cinema. De maneira geral, gostei do filme. No entanto, acho que o problema dessa ideia de dividir o livro em dois é que a primeira parte acaba sendo a mais monótona, afinal a autora não estava pensando nessa divisão da história quando escreveu o livro.

Uma vantagem desse modelo parte 1 e parte 2, o qual, ao que tudo indica, começou com o Harry Potter e foi seguido por outras franquias, é que a riqueza de detalhes é maior, dá para os filmes serem mais fiéis ao livro. Todavia, A Esperança - Parte I pecou um pouquinho nesse quesito, na minha opinião. Eles reproduziram boa parte das cenas, dos diálogos (alguns deles eram iguais aos do livro), mas omitiram um detalhe muito importante para o andamento da história. Obviamente não direi o que é para não estragar a surpresa de quem ainda não viu, mas quem leu o livro e assistiu ao filme sabe do que estou falando. Esperemos a segunda parte pra ver se esse detalhe vai aparecer ou não, se foi apenas um descuido ou uma estratégia do roteirista.

A cena final, por sua vez, não está no livro, mas teve um efeito legal no filme. Eles não apostaram no final mais óbvio, que eu esperava e, a meu ver, esse foi um ponto positivo. É claro que não dá pra comparar o filme com o livro. No livro, fazemos uma conexão bem maior com a Katniss, que é a personagem principal, pois ela narra a história. O filme é visual, os atores são ótimos, os efeitos também, mas o espectador não consegue captar as emoções de forma tão profunda quanto no livro. Ainda assim, acredito que o filme tenha sido satisfatório para os fãs, talvez não tanto para os espectadores mais desavisados, que esperavam uma nova edição dos Jogos Vorazes, com muita ação e luta pela sobrevivência.

Para ler a minha crítica sobre o livro ''A Esperança'' (Monckingjay), e conhecer um pouco do enredo, clique aqui.

Assista ao trailer de A Esperança Parte 1 aqui.

A estreia de Esperança - Parte 2 está prevista para novembro de 2015. Enquanto esperamos, deixe seu comentário, sua opinião sobre a primeira parte, e sugestões para o blog!

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Até a próxima!

Imagem 2: Cena do filme 'A Esperança Parte 1' 
Fonte: Black Film

Imagens: 

1- GEEKADELPHIA. Disponível em: <http://www.geekadelphia.com/wp-content/uploads/2014/11/mockingjay-part-1-trailer.jpg> Acesso em: 18 dez. 2014
2- BLACK FILM. Disponível em: < http://www.blackfilm.com/read/wp-content/uploads/2014/09/The-Hunger-Games-Mockingjay-%E2%80%93-Part-1-Jennifer-Lawrence-4.jpg> Acesso em: 18 dez. 2014

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Especial de Halloween: American Horror Story

Imagem: Murder House, American Horror Story
por Ana Paula Teixeira

Em homenagem ao Dia das Bruxas, que é hoje, resolvi escrever sobre minha série favorita do momento, American Horror Story, que já está na quarta temporada. É uma série de terror, mas um tipo de terror diferente daquele que estamos acostumados. A intenção dos roteiristas Ryan Murphy e Brad Falchuk parece ser mais intrigar e chocar o público do que provocar medo e susto. As histórias são interessantes, apesar de algumas falhas narrativas.

A primeira temporada, Murder House, chamou a atenção, mas não tanto. A história gira em torno de um casal que se muda para uma casa onde várias pessoas morreram. Esses espíritos assombram a casa e parecem nunca ter saído de lá. Murphy não apresenta nada de muito inovador ao telespectador, mas consegue fazer uma temporada interessante. (Veja aqui o trailer) O destaque, ao meu ver, fica para a segunda e a terceira temporadas. A quarta, Freak Show acabou de começar, não dá para avaliar por enquanto, mas ela promete. Veja o trailer aqui.

Imagem: Freak Show, American Horror Story, FX
Fonte: Filmow

A segunda temporada, Asylum, foi sem dúvidas a mais polêmica entre as três primeiras. A história se passa nos anos 1960, em um sanatório criado pelo monsenhor Timothy Howard (Joseph Fiennes). Quem comanda a instituição é a Irmã Jude, uma freira interpretada por Jessica Lange, que está incrível no papel.  Os pacientes são tratados por um psiquiatra e um médico/cientista. Logo descobrimos que alguns pacientes foram internados injustamente, como é o caso de Lana Winters (Sarah Paulson), uma jornalista homossexual. A partir dessa temporada, os roteiristas passaram e explorar vários temas diferentes como a religião, o nazismo, o homossexualismo, a presença alienígena, entre outros. Talvez o maior problema de Asylum seja essa mistura, pois alguns acontecimentos ficaram desconectados da trama e sem muito sentido. Na minha opinião, a temporada atingiu seu objetivo, apesar de eles terem se perdido um pouco no final, faltou amarrar um pouco mais as pontas. Mas não há como negar que eles inovaram no gênero e chocaram bastante com suas bizarrices. (Assista ao trailer aqui)

A terceira temporada, por sua vez, é considerada a mais leve de todas, mas é a minha preferida até agora. Coven foi, desde o início, a mais esperada por mim, pois o tema me agrada muito. Ela gira em torno de um clã de bruxas que busca sobreviver às intempéries de seu tempo. Sempre gostei muito de histórias de bruxas (Sou fã desde os oito anos da série Harry Potter) e de temas macabros no estilo Tim Burton, além de filmes de terror e suspense. Sendo assim, essa temporada uniu o útil ao agradável, ou melhor, desagradável.

Assim como em Asylum, Coven é uma salada de frutas, tem bruxaria, vodu, racismo, ambição, o poder feminino (que é o foco da temporada) e até zumbis. No entanto, eu acho que dessa vez eles acertaram, tiveram mais coerência. Alguns tropeços aqui e ali, mas o resultado foi ótimo. Por trás da ficção tem História e Mitologia, tudo foi muito bem fundamentado. Diferentemente de Asylum, Coven se passa nos dias atuais, em New Orleans, e não em Salem, como alguns esperariam. O problema dessa temporada foi o grande número de personagens, pois nem todos foram bem explorados ao longo dos capítulos. 

Deixo aqui curiosidades sobre alguns personagens:
- Madame LaLaurie foi de fato uma figura celebre em New Orleans. Acredita-se que ela realmente maltratava seus escravos e tinha um apetite sádico por tortura-los e assassiná-los das piores maneiras possíveis. (Fonte)
- Marie Laveau, a Rainha Vodu, foi uma praticante de vodu muito famosa nos Estados Unidos, acredita-se que ela vivia no bairro francês de New Orleans.
 (Fonte)
- O Homem do Machado foi um serial killer que aterrorizou a cidade, a maioria de suas vítimas eram mulheres.   
- ‘’O Minotauro (touro de Minos) é uma figura mitológica criada na Grécia Antiga. Com cabeça e cauda de touro num corpo de homem, este personagem povoou o imaginário dos gregos, levando medo e terror.’’ (Fonte)

Veja o trailer de Coven aqui.

Confira aqui um guia das locações de American Horror Story em New Orleans. Muito interessante pra quem estiver de passagem pela cidade!

Bom, por hoje é só. Espero que tenham curtido. Feliz Halloween para todos!

Nos vemos na próxima! 

Imagem: American Horror Story


quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Broadway: O Fantasma da Ópera

por Ana Paula Teixeira 

Em julho e início de agosto deste ano, estive em Nova York, como vocês já sabem. Lá pude conferir pela primeira vez um espetáculo da Broadway. Sempre tive muita curiosidade em relação aos musicais da Broadway, que são tão famosos e falados no mundo todo.

Uma vez em Nova York, não tive dúvidas, escolhi o Fantasma da Ópera (The Phantom of the Opera). Além de ser um clássico, o espetáculo que está há mais tempo em cartaz na Broadway, eu já conhecia a trilha sonora, da qual gosto muito. Inclusive, estava estudando, antes de viajar, uma das canções do musical, Think of Me, nas minhas aulas de canto. Outro fator decisivo para minha escolha foi o valor do ingresso, mais acessível do que de outras peças que estrearam há menos tempo, como o Rei Leão. No final do post, deixarei dicas pra quem quer conseguir ingressos mais baratos.  

Apesar de já ter visto algumas versões cinematográficas de musicais da Broadway como Os Miseráveis, tinha uma certa desconfiança em relação aos musicais de palco. A minha primeira impressão, entretanto, foi muito positiva. Amei o espetáculo, é uma superprodução, o cenário é lindo, os efeitos especiais fantásticos. Além disso, o elenco atual é ótimo, eles atuam, cantam e dançam muito bem. A atuação de Norm Lewis como Fantasma tem sido muito elogiada pela crítica, e eu gostei bastante da Sierra Boggess no papel de Christine.

Diferentemente do que acontece em adaptações para o cinema, em que os atores muitas vezes aprendem a cantar para fazer o filme, me parece que os atores e cantores da Broadway têm uma formação mais completa. Compare as performances: Versão da Broadway, de 2014 e Versão para o Cinema, de 2004.

Vamos à sinopse de O Fantasma da Ópera, além de algumas curiosidades sobre a produção:

‘O musical baseia-se no romance de Gaston Leroux [Le Fantôme de l'Opéra] e conta a história de uma figura mascarada, o Fantasma, que habita as catacumbas do Teatro de Ópera de Paris, assustando todos os que lá trabalham. No entanto, o Fantasma apaixona-se por uma jovem soprano, Christine, e usa todos os seus poderes para a transformar numa estrela.
Com música de Andrew Lloyd Webber, letras de Charles Hart e Richard Stiloge e encenação de Harold Prince, o espetáculo estreou em Nova Iorque em 26 de janeiro de 1988, dois anos depois da estreia londrina no West End, e desde então [...] se encontra no Majestic Theatre.’’ (Fonte)

Antes disso, em 1929, já havia sido feita uma adaptação do romance para o Cinema, confira aqui.

Para concluir, deixo uma dica pra quem quer assistir à apresentação em Nova York. Vocês já devem ter ouvido falar no TKTS, uma loja de ingressos da Broadway que fica na Times Square. Lá vocês encontram ingressos mais baratos. Algumas peças são menos procuradas, principalmente quando estão há muito tempo em cartaz, como é o caso do Fantasma, e por isso sobram ingressos. A TKTS vende esses ingressos para o próprio dia ou dia seguinte, pela metade do preço. Mas atenção! A loja da Times Square tem uma fila enorme! É por esse motivo que eu recomendo a loja que fica no Pier 17, um lugar muito legal, que pouca gente conhece. A fila é bem menor e são vendidos os mesmos ingressos. Aproveite para dar uma voltinha no Pier, você não vai se arrepender!

Endereço: South Street Seaport Booth - Píer 17. Fica na esquina da Front Street com John Street. Veja mais informações aqui.

Por hoje é só pessoal, espero que tenham gostado do post, que as dicas tenham sido úteis. Curtam a página do Planeta Criativo. Até a próxima!

Imagem: The Phantom of the Opera, Majestic Theatre, Nova York
Fonte: NYC loves NYC


Imagem: Majestic Theatre, Nova York
Fonte: Do Autor

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Jogos Vorazes: A Esperança

por Ana Paula Teixeira 

Acabo de terminar a leitura de Mockingyay (A Esperança), o final da trilogia de Suzanne Collins. O livro é sensacional, muito bom mesmo, me prendeu a atenção do começo ao fim, está recomendadíssimo. Mal posso esperar pela primeira parte do filme, que estreia em novembro nos cinemas. Prometo não revelar muito do livro para não estragar a surpresa de quem ainda não leu.

A história gira em torno da revolução em Panem, liderada pelo Distrito 13, que pretende acabar com a ditadura do Presidente Snow e da Capital. Em Jogos Vorazes e Em Chamas, pudemos ver a forma cruel como os distritos são controlados pela Capital e a maneira como acontecem os Jogos Vorazes. Adolescentes de todos os distritos são selecionados para participar dos brutais jogos, onde têm que lutar para sobreviver, tirando a vida dos demais. Katniss, tendo demonstrado, já no primeiro jogo em que participou, não respeitar as regras impostas pela capital, é escolhida como a cara da rebelião, um símbolo de experança, o Mockingjay (Tordo, em português).

Ao longo do livro há tragédias, acontecimentos inesperados, e bastante ação. Não espere uma estorinha agradável, pois não é o que você vai encontrar. Os personagens de Collins são complexos, multifacetados, têm profundidade emocional, comovem o leitor. Katniss é a personagem principal e quem narra a história, no presente, como se tudo estivesse acontecendo naquele exato momento, e tudo que ‘’vemos’’ é a partir do olhar dela. A narrativa é simples e oscila de acordo com o estado emocional da narradora. Não há bonzinhos ou malvados, os personagens são pessoas reais, humanas. O desfecho é surpreendente, há sim um belo romance, que não irei revelar, mas ele foge bastante dos padrões convencionais.  

O livro traz uma mensagem muito bonita sobre guerra e paz, sobre a raça humana, e nos faz pensar sobre o futuro, sobre o presente. Tanto nos filmes anteriores, como no livro, encontrei várias discussões filosóficas e críticas à sociedade em que vivemos. Apesar de ser uma ficção, uma história que se passa no futuro, vi muito da nossa realidade atual: a sociedade do espetáculo, dos excessos, a violência como entretenimento, o totalitarismo, a manipulação da mídia, e várias outras questões. Basta ter um olhar um pouco mais atento sobre a trilogia Jogos Vorazes para encontrar vários questionamentos. Suzanne Collins está de parabéns pela sua contribuição ao mundo da literatura, por propor essas reflexões e por gerar tantas emoções a partir de uma linguagem acessível, juvenil, mas que não deixa de ser muito rica.      

Imagem: Mockingjay, Suzanne Collins 
Fonte: Do Autor 

Veja aqui o trailer de A Esperança (Parte 1).

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Deixe seu comentário e fique de olho no Planeta Criativo. 

Até logo!

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Moda e Arte: Charles James

por Ana Paula Teixeira 

Em julho deste ano, estive no Metropolitan Musem of Art (Nova York), onde vi uma exposição muito interessante, Charles James: Beyond Fashion. Gostaria de compartilhar com vocês essa minha experiência. Minha opinião é suspeita, pois realmente gosto muito de moda, mas achei a exposição fantástica. Acredito que qualquer pessoa apaixonada por arte e design ficaria encantada.

Beyond Fashion explorava o processo de design e o modo como Charles James usava recursos matemáticos e geométricos para desenhar e projetar seus trajes de baile. Ele revolucionou o universo da moda com sua técnica inovadora. A exposição fazia uma retrospectiva do trabalho do estilista desde os anos 1920 até a sua morte em 1978. Além da exposição dos lindos vestidos e trajes de festa, que são verdadeiras obras de arte, animações digitais mostravam a forma como ele recortava os tecidos de maneira arquitetural e os ajustava perfeitamente ao corpo das modelos. Seu trabalho era incrível e impecável. Clique aqui para ver um vídeo sobre a exposição e você vai entender porque fiquei tão encantada com o design escultural dos vestidos de James. 

Charles James foi considerado por Christian Dior, Balenciaga e outros estilistas renomados da alta costura como o melhor designer de vestidos da nossa era, tendo inspirado muitos desses estilistas. Assista à reportagem da Vogue sobre o estilista: 

Imagem: Exposição Charles James: Beyond Fashion,
 Metropolitan Museum of Art
Fonte: Do Autor

Pra finalizar, uma breve biografia de Charles James, extraída do site: Portais da Moda.


‘O inglês Charles William Brega James [1906/1978] educou-se em Harrow, passou pela Universidade de Bordeaux, na França, e foi para Chicago, nos Estados Unidos, por imposição da família, que queria vê-lo fazer carreira no serviço público. Mas não deu certo: Charles James
 rapidamente desistiu desse trabalho para abrir uma chapelaria. 

Em 1924 os negócios foram bem o suficiente para que ele se mudasse para Nova York, três anos mais tarde. Ali começou sua carreira de criador de roupas, lançando com sucesso sua primeira coleção, em 1928. Nova York se tornaria o centro principal de suas atividades, embora passasse muitas temporadas na Europa [...]

Até encerrar suas atividades, em 1958, Charles James adotou a prática de a cada nova coleção, reciclar suas antigas criações numa infinidade de novas propostas de moda.’


Confira aqui fotos e mais informações sobre a exibição do Met e as criações de James. 

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Imagem: Exposição Charles James: Beyond Fashion, 
Metropolitan Museum of Art
Fonte: Do Autor