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domingo, 21 de agosto de 2016

Museu Casa de Portinari em Brodowski

Imagem 1: Casa de Portinari, Brodowski
Fonte: Do Autor

O último passeio cultural que fiz foi ao Museu Casa de Portinari, na cidade de Brodowski, interior de São Paulo, a poucos minutos de Ribeirão Preto (minha cidade natal). Já havia visitado o museu no mínimo duas vezes quando criança, mas resolvi voltar à cidade para conferir as reformas do museu que ocorreram recentemente e, é claro, para poder registrar minha experiência e contar para vocês. Mas antes de falar sobre o museu, uma pequena biografia do artista, que é um dos maiores nomes das Artes Plásticas no Brasil.
Cândido Portinari nasceu em 1903, na cidade de Brodowski, em uma fazenda de café. A família do pintor, de imigrantes italianos, era de origem humilde. Manifestou vocação para as artes desde a infância, e aos 15 anos matriculou-se na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro. Mais tarde, viveu por alguns anos em Paris e retornou ao Brasil em 1931. Em 1935, teve seu primeiro reconhecimento fora do Brasil, uma menção honrosa na exposição internacional do Carnegie Institute de Pittsburgh, Estados Unidos, por uma tela de grandes dimensões intitulada “Café”, que retrata cena típica de colheita na sua região de origem.

Imagem 2: "Café", Cândido Portinari.
Fonte: Do Autor, Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro.

No final da década de 30, o reconhecimento de Portinari nos Estados Unidos já estava consolidado. Em 1939, o Museu de Arte Moderna de Nova York adquiriu sua tela “O Morro”. “Em 1944, a convite do arquiteto Oscar Niemeyer, iniciou as obras de decoração do conjunto arquitetônico da Pampulha, em Belo Horizonte (MG), destacando-se o mural “São Francisco” e a “Via Sacra”, na Igreja da Pampulha.” Em 1952, iniciou os estudos dos painéis “Guerra e Paz”, que foram oferecidos pelo governo brasileiro à nova sede da ONU em Nova York. “Foi o único artista brasileiro a participar da exposição 50 Anos de Arte Moderna, no Palais des Beaux Arts, em Bruxelas (Bélgica), em 1958.” É, sem dúvidas, um dos artistas brasileiros de maior projeção nacional e internacional.  

Imagem 3: Igreja São Francisco de Assis, lagoa da Pampulha, Belo Horizonte 
Fonte: Tuca Vieira, Arco

O Museu Casa de Portinari procura mostrar os vários lados do artista: o desenhista, o poeta e o político. O fato de o museu estar instalado na casa onde viveu com a família faz com que o visitante tenha uma interação mais intimista com a sua trajetória de vida, seu legado, e com as raízes do pintor, que muito estiveram presentes em sua obra.
O acervo do museu constitui-se principalmente de pinturas murais realizadas nas paredes da casa com as técnicas de afresco e têmpera. Achei muito interessante o vídeo que explica como essas técnicas são feitas. Além das pinturas, o museu abriga móveis e objetos da família, alguns cômodos foram mantidos em sua forma original, outros foram transformados em sala de exposição. Há ainda algumas salas interativas com material audiovisual, ponto muito positivo da reforma do museu. No site oficial do museu, você pode conferir as atrações cômodo por cômodo, veja neste link. Dentre os destaques estão a Capela da Nonna (com maravilhosa pintura mural), o ateliê do artista e os jardins.


Imagem 4: Capela da Nonna, Cânido Portinari.
Fonte: Do Autor, Museu Casa de Portinari.

Um fato interessante sobre a casa de Portinari é que a mesma nem sempre teve o mesmo tamanho. A família realizou sucessivas ampliações até que adquirisse a configuração atual. Em 1968 a propriedade foi tombada pelo Iphan e no ano seguinte foi adquirida pelo Estado de São Paulo. O museu foi inaugurado em 14 de março de 1970. 
Além do museu, você ainda pode conferir os Caminhos de Portinari na cidade de Brodowski: A Praça Cândido Portinari, onde há um busto em homenagem ao artista, palco da vivência de Portinari durante a infância; a Igreja de Santo Antônio, a primeira igreja matriz de Brodowski, que abriga a única tela de Portinari mantida na cidade, a pedido do artista; Coreto Lauro J. Almeida Pinto, presente na memória afetiva de muitos brodowskianos; a antiga estação ferroviária, muito icônica porque ao redor da mesma surgiu a cidade de Brodowski, batizada com este nome a partir do engenheiro polonês Alksander Brodowski, inspetor geral da ferrovia na época de sua inauguração; e por fim, o Bebedouro Público de Animais, onde os troles  (veículo de 4 rodas puxados por cavalos) que chegavam e saíam da cidade paravam para que os cavalos pudessem tomar água.


Imagem 5: Santo Antônio, Cândido Portinari
Fonte: Do Autor, Igreja de Santo Antônio, Brodowski.


Se estiver com um pouco mais de tempo, você não pode deixar de visitar também a igreja matriz de Batatais, a apenas 13 km de Brodowski. Lá encontra-se um belíssimo acervo sacro de Cândido Portinari, recentemente restaurado, com 28 obras, é o maior acervo sacro do pintor. Vale muito a pena conferir!


Imagem 6: Obra de Portinari Igreja Matriz de Batatais
Fonte: Prefeitura Municipal da Estância Turísticas de Batatais

Se gostou da dica, deixe um comentário aqui no blog e curta a gente no Facebook e no Instagram para ficar por dentro do conteúdo do Planeta Criativo. Você também pode conferir mais fotos do museu Cândido Portinari e de Brodowski no álbum do Facebook, clicando aqui. Nos vemos na próxima!

Referências: 


SÃO PAULO. Museu Casa de Portinari. ACAM Portinari, Secretaria da Cultura. Museu Casa de Portinari. 2016. Disponível em: <http://museucasadeportinari.org.br/>. Acesso em: 28 ago. 2016.

SÃO PAULO. Museu Casa de Portinari. ACAM Portinari, Secretaria da Cultura. Caminhos de Portinari. Brodowski: 2016.

sábado, 17 de outubro de 2015

Florença e o Davi de Michelangelo

por Marcinha Lopes 

Nosso mais novo destino é Florença, conhecida como a capital da Toscana na Itália, um local surpreendente e que respira arte. Sendo assim, temos como ponto de partida a Galleria dell’Accademia, onde está o Davi de Michelangelo, que é sem dúvidas a mais bela e imponente escultura renascentista. O que faz essa obra ser tão magnifica, além da aparente perfeição estética contida em cinco metros e dezessete centímetros, é o fato de ter sido feita em mármore e esculpida à mão, a expressão de Davi é pensativa, mas sua postura é relaxada, gloriosa, como se previsse a vitória na guerra.


Imagem: Davi de Michelangelo
Fonte: Do Autor 

O que nem todo mundo sabe é que quem iniciou a escultura foi Agostino di Duccio, antes mesmo de Michelangelo nascer. Agostino, por motivos desconhecidos, abandonou a obra antes de finalizar a forma dos pés, pernas e troncos de Davi. Dez anos depois, Antônio Rosselino recomeçou a esculpi-la, mas trabalhou nela apenas brevemente. A escultura permaneceu inacabada por mais vinte e cinco anos até que Michelangelo, aos 26 anos, trabalhasse por dois incansáveis anos e a finalizasse.

A escultura seria perfeita se não fosse por alguns detalhes, como a mão direita nitidamente aumentada. Houve a suposição de que essa imperfeição tenha sido proposital, para equilibrar a atenção do observador, entretanto, essa teoria foi descartada, pois a definição dos mamilos já exagera o suficiente para equilibrar a nudez pélvica de Davi. Mas como Michelangelo, sendo grande conhecedor de anatomia humana, pôde cometer um erro desses? Nessa época, Florença era uma cidade-estado ameaçada por poderosos povos e Davi não poderia ser um rapaz qualquer, que exibisse apenas beleza e elegância, Michelangelo quis criar uma imagem imponente, que não pudesse ser desconsiderada, que demonstrasse uma força capaz de derrubar um gigante. Para tanto, sua grande mão repousa como se fosse uma arma de alto calibre, pronta para o confronto.

Até alguns anos atrás, era proibido tirar fotos da escultura, hoje em dia é permitido. A sensação de estar diante de Davi é indescritível, vi muitas pessoas chorarem diante da grandiosidade dessa obra prima. Florença é uma cidade que exala arte a cada quarteirão, em breve disponibilizaremos mais posts sobre o que fazer na capital da Toscana.

Gostou da dica? Fique de olho  aqui no Planeta Criativo, no Facebook e no Instagram para ter acesso a muitas outras dicas!


Imagem: Davi de Michelangelo
Fonte: Do Autor

Referências: 

AALST, Wim Van. Lendo a Arte: Davi, a escultura icônica de Michelangelo. 2014. Disponível em: https://www.epochtimes.com.br/lendo-arte-davi-escultura-iconica-michelangelo/#.ViK0kH6rTIV. Acesso em: 10 out. 2015



domingo, 17 de maio de 2015

Interpretando a Mona Lisa de Leonardo Da Vinci

por Marcinha Lopes

Imagem: ''Mona Lisa'', Lonardo Da Vinci
Fonte: Saber Cultural; Museu do Louvre


Há alguns anos estive em Paris, mais especificamente no famoso e imenso museu do Louvre, para finalmente conhecer a obra prima de um dos grandes nomes do Renascimento, Leonardo Da Vinci. No ano seguinte, iniciei um curso de História da Arte, no qual descobri vários detalhes e histórias sobre a Mona Lisa. Afinal, o que faz uma obra se imortalizar é exatamente a sua história. Neste ano, voltei a Paris e vi a Mona Lisa com um olhar mais apurado, afirmo com toda certeza que seria capaz de ficar horas e horas observando-a, pena que o metro quadrado ali é bem disputado, e tampouco é possível vê-la detalhadamente, já que as pessoas são mantidas a uma distância de mais ou menos dois metros da obra. 

Mas vamos por partes. Primeiramente, quem era Mona Lisa? Dizem que ela era uma bela mulher casada com o comerciante de seda Francesco del Diocondo. Outros afirmam que La Dioconda era Isabella de Aragão, uma duquesa de Milão. Há uma terceira teoria de que aquela face é, na realidade, da mãe de Leonardo. Por fim, há ainda outra teoria mais extremista, a qual defende que Leonardo era homossexual e que aquela imagem representa sua própria face. Um fato curioso é que ele, ao concluir sua obra, não aceitou entregá-la a ninguém que quisesse encomendá-la.

Para você que está se perguntando: O que faz essa obra ser tão especial? Em primeiro lugar, porque a pintura é perfeita em se tratando de proporções.  O corpo da Gioconda  está inclinado lateralmente, mas sua cabeça está em outra inclinação, nem lateral nem frontal. Além disso, podemos destacar seu olhar marcante e seu sorriso estagnado. A Mona Lisa que está no Louvre (sim, existe outra, na Fundação Mona Lisa, na Suiça, supostamente pintada antes da Gioconda do Louvre, também por Da Vinci) foi pintada em óleo sobre madeira, o quadro tem 75cm e suas laterais foram compactadas, deixando quase imperceptível a presença de colunas gregas nas laterais. O modo como Leonardo usa a luz é incrível e serve para destacar o que ele quer que seja destacado, respeitando a posição correta que a mesma deve ter sobre os objetos iluminados, como as mangas da roupa. Se observarmos atentamente, podemos perceber que o formato do rosto, a posição das mãos, que está sobre o braço de uma cadeira de madeira, juntamente com o jogo de luz, compõem os traços de uma pirâmide (Confira na foto abaixo).

A parte mais sensacional, da qual poucas pessoas sabem, é que existe um véu preto transparente sobre os cabelos de Mona Lisa. Ele foi tão bem feito com pinceladas, sem resquícios, que é praticamente imperceptível. A impressão de profundidade, quase como numa fotografia, revela montanhas e uma floresta em desnível. À medida que vamos nos distanciando do quadro, não conseguimos mais ver os detalhes da paisagem. Vale ressaltar que Da Vinci começou a pintá-la em 1503 e que as técnicas utilizadas por ele estavam à frente de sua época. Tal fato faz com que os traços do artista sejam muito característicos, podemos citar, por exemplo, a distinção entre Da Vinci e os artistas da época ,cujas pinturas apresentavam o fundo negro e o jogo de luzes focava somente naquilo que queriam destacar.



          Observações:
  1. É a coluna, existe outra do outro lado;
  2. Repare o jogo de luz nas mangas enrugadas da Monalisa, e como o jogo de luz é perfeito;
  3. Esta imagem está escura, mas se trata do descanso de uma cadeira de madeira em que as mãos da Monalisa estão apoiadas;
  4. O véu que está sobre os cabelos de Monalisa;
  5. O fundo, quando olhamos de longe, aparenta ter pinceladas sem detalhes, ao passo que, quando estamos perto, podemos ver perfeitamente estrada, pontes e o desnível da paisagem, dando a impressão de profundidade e distanciamento;
  6. O formato de pirâmide, em que a base é maior devido à posição dos braços e o topo é menor;
  7. O olhar e o sorriso estagnado, criando a ilusão de que ela está olhando para o observador.

Bibiografia reccomendada: 

MORAES, Érika de. Mona Lisa: sentidos múltiplos de um sorriso enigmático. Delta, São Paulo, v. 29, 2013. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-44502013000300005&script=sci_arttext>. Acesso em: 17 maio 2015.


Este artigo foi uma gentil contribuição de minha amiga Marcinha. A partir de agora, o Planeta Criativo está de portas abertas, se você tem algo interessante para compartilhar conosco, envie um arquivo doc. com seu texto para nossa caixa de mensagens na página do Facebook e entraremos em contato. Qualquer área das Artes e da Cultura é muito bem-vinda. Esperamos poder disseminar cada vez mais o conhecimento nesta área que é por vezes tão subestimada no Brasil, mas que é uma ótima fonte de desenvolvimento da nossa sociedade! Ajude esta causa também curtindo a página. 

Até logo!

domingo, 29 de março de 2015

MoMA: O Museu de Arte Moderna de Nova York

ImagensRetrato do Carteiro Joseph Roulin, Van Gogh; Mulher em frente ao espelho, Pablo Picasso
Fonte: Ana Paula Teixeira, MoMa  


A dica de hoje é mais um museu que eu visitei na cidade de Nova York, o ‘Museum of Modern Art (MoMA)’, outra atração imperdível. (Já postei duas vezes no blog sobre museus em NYC: o Museum of Moving Image e o Metropolitan Museum – exposição do Charles James.)  Eu adoro arte moderna, então esta foi uma das minhas atrações preferidas. O museu é incrível, possui o maior acervo do mundo de arte moderna.  São seis andares que abrigam mais de 150 mil obras de arte. Entre as suas preciosidades estão algumas das principais obras de Cézanne, Mondrian, Matisse, Van Gogh, Miró, Dalí, Picasso, Kandinsky, entre outros artistas famosos. Confira as fotos que eu tirei no álbum do Facebook


ImagensPanel for Edwin R. Campbell No. 4, Vasily Kandinsky; Composition in Red, Blue, Yellow, Piet Mondrian.
Fonte: Ana Paula Teixeira, MoMa. 


Quando estive lá, ainda pude conferir uma exposição sobre a artista brasileira Lygia Clark. A exibição, que era uma retrospectiva das quatro décadas da carreira de Lygia, reunia 300 obras da artista. Saiba mais aqui.
No momento, há uma exposição da cantora e compositora Björk, que parece ser muito interessante, leia mais aqui


Imagem: Exposição Lygia Clark, MoMA.
Fonte: Ana Paula Teixeira


História e arquitetura

O Museum of Modern Art de Nova York foi fundado em 1929 pelos mecenas Lillie P. Bliss, Cornelius J.Sullivan e John D. Rockefeller II, com o objetivo de promover ‘‘[...] o diálogo entre os artistas da vanguarda da época, as novas produções artísticas em voga e o grande público.’’ (Viagem para Nova York, online) Na época, ele possuía apenas 8 pinturas e um desenho. Devido à rápida expansão de seu acervo, o MoMA mudou de prédio três vezes. Recentemente, ‘‘[...] anexou ao seu prédio o MOMAPS1 que oferece uma extensa agenda de programas educacionais voltados às variadas artes contemporâneas.’’ (idem)

A última reforma do prédio do MoMA, em 2004, foi feita pelo arquiteto Yoshi Taniguchi.

O que se vê é uma fachada belíssima em mármore negro, painéis de vidro cinza e branco, planos superpostos e muita luz entrando por clarabóias. As paredes de vidro, integrando o museu com a cidade, revelam o perfil dos arranha céus que envolvem essa reforma que se tornou mais uma obra de arte do MoMA. (Mundi, online)

 Imagem: Vista para área externa 
Fonte: Ana Paula Teixeira, MoMA. 


Informações de visitação do museu:

As melhores épocas para visitar o museu são nos meses da primeira e do outono, porque no verão é muito lotado. Eu fui no verão, entretanto, e não tive nenhum problema. Uma dica pra quem vai nesse período de julho e agosto é comprar o ingresso antecipadamente. Eu acabei comprando-o junto com o ingresso para o ‘Top of the Rock’, outra atração de Nova York. Existe também a opção de adquirir o New York CityPass, um passe que dá direito a 6 atrações, saiba mais aqui

Horário de funcionamento:
Abre diariamente, de segunda a quinta, das 10h30 às 17h30, às sextas, das 10h30 às 20h, e aos sábados e domingos, das 10h30 às 17h30

Formas de pagamento:
US$ 25 (adultos), grátis para menores de 16 anos, US$ 18 (maiores de 65 anos), US$ 14 (estudantes), para a opção de estudante, basta apresentar uma carteirinha (eles aceitam do Brasil).

Como chegar:
Localizado em Midtown West 53 Street – região central de Manhattan.
Estação de metrô mais próxima: 5th Ave-53rd St.

Outra dica legal sobre o museu é o aplicativo para celular, baixe no seu smartphone e tenha acesso a informações sobre a coleção do museu, audio tours (em várias línguas, inclusive Português), agenda de exposições e muito mais. Para utilizar o aplicativo durante a visita, basta clicar em pesquisar e digitar o número da obra, para ouvir sobre ela. Procure por MoMA na loja de aplicativos e descubra!

Você também encontrará mais informações sobre o MoMA no site oficial: http://www.moma.org/

Quaisquer dúvidas e curiosidades, podem me perguntar, se eu souber responder, será um prazer.

Espero que tenham gostado do post. Prometo postar com mais frequência, sempre que der. Obrigada por visitarem o Planeta Criativo. Fiquem de olho na página do Face, deem um clique em curtir e fiquem sempre por dentro!

Até a próxima.

ImagemHirondelle Amour, Joan Miró
Fonte: Ana Paula Teixeira, MoMA. 

Referências:

VIAJE AQUI. Abril. MoMA (Museum of Modern Art). Disponível em: <http://viajeaqui.abril.com.br/estabelecimentos/estados-unidos-nova-york-atracao-moma-museum-of-modern-art>. Acesso em: 29 mar. 2015.

MUNDI. Museu de Arte Moderna de Nova York (Moma). Disponível em: <http://www.mundi.com.br/Ponto-Turistico-Museu-de-Arte-Moderna-de-Nova-York-Moma-Nova-York-239588.html>. Acesso em: 29 mar. 2015.

 VIAGEM PARA NOVA YORK. MoMA – Museu de Arte Moderna de NY. Disponível em: <http://www.viagemparanovayork.com.br/atracoes-turisticas/moma-museu-de-arte-moderna-de-ny>. Acesso em: 29 mar. 2015.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Londres: Tate Modern e a região de Bankside

O assunto de hoje é o museu britânico de arte moderna Tate Modern, situado em Bankside, Londres, que eu tive o prazer de conhecer em 2013. Nesta postagem, eu falarei sobre várias coisas: a arquitetura, o acervo do museu e um passeio pela região em que ele se encontra na cidade de Londres (dica imperdível!).

O Tate Modern faz parte de um grupo de galerias de arte que inclui o Tate Britain, o Tate Liverpool e o Tate St. Ives. O acervo do museu é muito rico e uma verdadeira aula de arte moderna e contemporânea. Lá você encontra grandes nomes como Claude Monet, Pablo Picasso, Salvador Dalí, Joan Miró e Umberto Boccioni. (Confira as fotos no álbum do Facebook). A coleção permanente é exibida em três andares, são muitos artistas, de diversos períodos. E tudo isso sem gastar nada, pois a entrada é gratuita! Veja mais informações sobre visitas e exposições em: http://www.tate.org.uk/visit/tate-modern. 
''Water Lillies'', Claude Monet
Fonte: Do autor, Tate Modern  
''Nude Woman With Necklace'' Pablo Picasso
Fonte: Do Autor, Tate Modern

Outro destaque deste museu é sua arquitetura. O edifício construído às margens do rio Tâmisa era da antiga usina de energia elétrica, Bankside Power Station, construída entre 1947 e 1963 e projetado por Sir Giles Gilbert Scott. A transformação da usina no Tate Modern, que manteve grande parte da arquitetura original, iniciou em 1996 e foi conduzida pelo escritório suíço de arquitetura Herzog & De Meuron. Eles retiraram todo o maquinário industrial, deixando apenas a estrutura de aço e tijolos. Devido ao grande sucesso de público, em 2000, quatro anos após a sua inauguração, o espaço do museu foi expandido pela primeira vez. Está previsto para 2016 o fim da construção de uma estrutura anexa ao prédio original, com 10 andares.

Tate Modern
Fonte: Do Autor

Construção prédio anexo
Fonte: Do autor 

Mesmo se você não se interessar muito pelo museu, é impossível não gostar de um passeio em seu entorno. Quando em Londres, planejei conhecer a galeria em uma tarde de domingo, no entanto, desci em uma estação de metrô um pouco longe dele. Sorte minha, pois pude conhecer um pedacinho muito mágico da cidade. Recomendo o caminho, mas alerto: tem que andar um bocadinho. Eu tracei a rota pelo Google Maps dê uma olhada: aqui

A rota é a seguinte: Desça na estação de metrô ‘London Bridge’ (veja o mapa aqui), você estará pertinho da Southwark Cathedral, a igreja gótica mais antiga de Londres (construída em 1212) e também da London Bridge (De onde é possível avistar a Tower Bridge, cartão postal de Londres). Em seguida, você passará pelo Borough Market, o mercado mais antigo da cidade, são cerca de 70 barracas com diversos tipos de alimentos. Após passar por ele, você vai andar bastante, é bom ter um mapa para não correr o risco de se perder. Você vai seguir em direção às margens do Rio Tâmisa, vai passar por um pub que existe há mais de 800 anos e é uma espécie de taverna, 'The Anchor’. Neste ponto, você estará de frente para a região financeira da cidade, a ‘City’, e para um prédio muito famoso do arquiteto Norman Foster, conhecido como o Pepino. Caminhando mais alguns metros, você chegará ao Shakespeare’s Globe, um teatro a céu aberto, que foi construído no mesmo local e nos mesmos moldes do antigo teatro de arena de William Shakespeare, que havia sido destruído em um incêndio.


 
Southwark Cathedral 
Fonte: Do autor
                                     Shakespeare's Globe                                      
Fonte: Do autor 

A próxima parada é o Tate Modern, não deixe de tirar fotos na sacada do museu, com vista para o Rio Tâmisa, a paisagem é muito bonita. Saindo do Tate, você pode atravessar a Millenium Bridge, também projetada pelo Norman Foster, tirar umas belas fotos e, lá do outro lado, visitar a St. Paul’s Cathedral, uma igreja anglicana, outro ponto turístico da cidade.  Por fim, você pode pegar o metrô de volta na estação St. Paul’s, que estará bem perto.

 Vista do Tate Modern
Fonte: Do autor


Existem outros caminhos para o Tate Modern, mais curtos e mais simples, mas eu recomendo esse porque dá para conhecer várias atrações de uma só vez. Só não esqueça de levar um mapa!







Vista do ''The Anchor''
Fonte: Do autor      

Espero que tenham gostado das dicas, que tenham sido úteis. Londres é minha cidade favorita do mundo e é um prazer escrever sobre ela!
Fique ligado no Planeta Criativo, voltarei logo com mais dicas imperdíveis. Curta a página no Facebook e fique sempre por dentro do que está rolando aqui. Você também pode se inscrever por e-mail, no lado direito da página. 

Nos vemos em breve! 

Referências: 

TATE MODERN (Inglaterra). About. Disponível em: <http://www.tate.org.uk/>. Acesso em: 10 Não é um mês valido! 2015.

MAPA DE LONDRES (Brasil). Tate Modern. 2013. Disponível em: <http://mapadelondres.org/2011/04/tate-modern-grandes-nomes-da-arte-moderna-em-exposicao/>. Acesso em: 10 jan. 2015.

MAPA DE LONDRES (Brasil). Southwark Cathedral. 2013. Disponível em: <http://mapadelondres.org/2012/08/southwark-cathedral/>. Acesso em: 10 jan. 2015.

MAPA DE LONDRES (Brasil). Shakespeare's Globe: teatro a céu aberto. 2013. Disponível em: <http://mapadelondres.org/2011/04/shakespeare-globe-teatro-a-ceu-aberto/>. Acesso em: 10 jan. 2015.





quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Salvador Dalí: O mestre do Surrealismo

Estive recentemente na exposição do Salvador Dalí em São Paulo, no Instituto Tomie Ohtake, e no Museu de Arte Moderna de Nova York, onde pude conferir o quadro mais famoso dele, ‘‘A Persistência da Memória’’ (1931). Deixo aqui minhas impressões sobre a exposição e algumas curiosidades sobre o artista.

A Persistência da Memória, Salvador Dalí.
Fonte: Ana Paula Teixeira.
[foto tirada no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMa), 2014]

A mostra organizada pelo Instituto Tomie Ohtake é a maior retrospectiva do Salvador Dalí já feita no Brasil. Ela inclui vários quadros conhecidos como O Sentimento de Velocidade” (1931) e O espectro do sex appeal” (1934), além de contribuições do artista para a sétima arte e para a literatura. Dalí dirigiu os filmes O cão andaluz(1929) e A Idade de Ouro (1930) com Luis Buñuel, e desenhou cenas do filme Quando fala o coração” (1945), de Alfred Hitchcock. Ele também fez ilustrações para o livro Alice no País das Maravilhas” (1865) de Lewis Carroll, entre outros clássicos da literatura. A animação Destino, de Dalí e Walt Disney, que só foi concluído muitos anos após a morte dos dois, em 2003, também faz parte do conteúdo da exposição. (Confira os links no fim do texto)

Salvador Dalí nasceu no ano de 1904, na Espanha. Foi um dos principais artistas representantes do Surrealismo, movimento que se fez presente não só nas artes plásticas, mas também no cinema e em outras expressões artísticas. Em 1921, Dalí entrou para a Escola de Belas Artes de Madrid, mas foi expulso da instituição em 1926, ao afirmar que nenhum docente tinha capacidade de avaliar seu trabalho. Em 1939, foi expulso também do movimento surrealista, por razões políticas. Ele foi uma personalidade polêmica, excêntrica, por vezes exibicionista, mas de uma genialidade incrível. As obras de Pablo Picasso e as teorias de Sigmund Freud foram importantes e muito influentes em sua produção artística.

Dalí explorava imagens do cotidiano de forma muito inusitada e bizarra, usando cores vivas e uma luminosidade característica. Ele dizia que seus quadros eram ‘fotografias de sonhos pintadas à mão’. (Folha Online, 201_) Sua obra é repleta de signos, de mensagens e questionamentos, extremamente difícil de decifrar. É necessário observar suas obras com muita atenção para que se possa captar a riqueza de detalhes. Dalí morreu em 1989, deixando sua marca no mundo das artes, e jamais será esquecido.

Obs.: A exposição em São Paulo vai até o dia 11 de janeiro de 2015. Para mais informações, clique aqui.

Autorretrato cubista, Salvador Dalí
Fonte: Ana Paula Teixeira
(foto tirada na mostra ''Salvador Dalí'' no Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, 2014)

Fotos:
O Sentimento de VelocidadeSalvador Dalí, 1931. 
O espectro do sex appeal Salvador Dalí, 1934. 
Alice no País das Maravilhas, Salvador Dalí, 1969. Livro de Lewis Carroll. 

Confira mais fotos no álbum do Facebook: clique aqui.

Vídeos:
O cão andaluz(Um Chien Andalou), Luis Buñuel e Salvador Dalí, 1929. 
A Idade de Ouro (L’age d’Or), Luis Buñuel e Salvador Dalí,  1930. 
Quando fala o coração (Spellbound), Alfred Hitchcock, 1945. Cena do sonho, desenhada por Dalí. 
Destino, Salvador Dalí e Walt Disney, 2003. 

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Até a próxima!

Referências
INSTITUTO TOMIE OHTAKE (São Paulo, Brasil). Exposições: Salvador Dalí. Disponível em: <http://www.institutotomieohtake.org.br/programacao/exposicoes/salvador-dali/> Acesso em: 3 dez. 2014
SUA PESQUISA (Brasil). Biografias: Salvador Dalí. Disponível em: <http://www.suapesquisa.com/biografias/salvador_dali.htm> Acesso em: 3 dez. 2014.
FOLHA ONLINE. (São Paulo, Brasil) Coleção Folha Grandes Mestres da Pintura: Biografia - Salvador Dalí (1904-1989). Disponível em: <http://mestres.folha.com.br/pintores/13/> Acesso em: 3 dez. 2014.
E-BIOGRAFIAS (Brasil). Biografia de Salvador Dalí. Disponível em: <http://www.e-biografias.net/salvador_dali/> Acesso em: 3 dez. 2014.