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segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Colmar: Cidade de Contos de Fadas na França

Imagem 1: Petite Venise, Colmar, França.
Fonte: Do Autor 

Bem antes de fazer meu roteiro de viagem pela França, deparei-me com uma matéria de um blog que listava dez cidades do mundo que parecem ter saído de um conto de fadas, e lá estava Colmar. Foi quando me encantei com a beleza desta pequena cidade francesa, localizada na região da Alsácia e logo soube que incluiria a mesma em meu roteiro de viagem quando visitasse a França novamente. Deixo aqui minhas impressões de Colmar, juntamente com um guia das principais atrações turísticas e culturais da cidade, além de algumas fotos que tirei por lá. Você também pode conferir o álbum completo no Facebook, clicando aqui. Se quiser conferir o roteiro completo das cidades por onde viajei na França, clique nos links abaixo:

Colmar fica na região da Alsácia, no nordeste da França, próxima à fronteira com a Alemanha, e a infuência do país vizinho na Cultura, na Arquitetura e na Gastronomia desta região são visíveis. Sua população é de aproximadamente 67 mil habitantes. É a capital da região vinícola alsaciana, com suas casas em enxaimel coloridas, travessas de paralelepípedos e canais adornados com pontes, que dão ao viajante a impressão de estar viajando no tempo, mais especificamente nos anos 1400. Para quem gosta de fotografia, é um prato cheio. É também uma boa pedida para casais apaixonados, as paisagens deslumbrantes criam um clima romântico ideal.
Assim como todas as cidades que visitei na França, Colmar guarda muita história e cultura em suas magníficas igrejas e museus. Um dia é suficiente para conhecer os principais pontos turísticos da cidade a pé (tudo fica muito perto, no centro), fazer o passeio de barco e ainda aproveitar a divina gastronomia alsaciana. Veja a seguir as principais atrações:

  •    Petite Venise
Bairro histórico onde se encontram as mais belas paisagens de Colmar. É chamado de “Pequena Veneza” apenas devido ao canal, pois não lembra em nada a cidade italiana.  Alguns destaques da área: a medieval Rue des Tanneurs; o quai de la Poissonerie, antigo bairro dos pescadores; o imperdível passeio de barco a remo pelo canal; os restaurantes que oferecem ótimas opções de cervejas locais e a tarte flambée, uma deliciosa especialidade gastronômica da região.
Os passeios de barco saem de meia em meia hora da rue de la Herse, ao lado do restaurante Le Caveau Saint-Pierre e custam 6 euros (gratuitos para menores de 10 anos).
Horários: 10h00 às 12h00 e 13h30 às 19h00


Imagem 2: Petite Venise, Colmar, França. 
Fonte: Do Autor

  • Musée d’Unterlinden
Museu instalado em um mosteiro dominicano de arquitetura gótica. Abriga um acervo de estátuas de pedra medievais e gravuras do fim do século 15. A atração principal é o “Retábulo de Issenheim”, uma das mais importantes obras sacras já criadas, atribuído ao escultor Nicolas of Haguenau e o pintor Mathias Grünewald, o retábulo é uma representação realista de cenas do Novo Testamento, da Natividade à Ressurreição.
O museu possui também uma coleção de arte moderna com obras de Monet, Renoir e Picasso, além de sediar exposições temporárias. Saiba mais sobre o acervo e a agenda no site oficial do museu.
Horários:
Segunda e quarta das 10–18 h
Quinta das 10–20 h
Sexta a domingo das 10–18 h
Fechado às terças
Entrada: 13 euros (adultos)
Endereço: Place Unterlinden F-68000 Colmar

Imagem 3: Musée d'Unterlinden, Colmar, França. 
Fonte: Do Autor

  •   Musée Bartholdi
A colossal Estátua da Liberdade localizada na Ilha da Liberdade, no porto de Nova York, grande símbolo da nação norte-americana, ícone da liberdade dos Estados Unidos, foi projetada por um francês da cidade de Colmar, chamado Frédéric Auguste Bartholdi, construída por Gustave Eiffel (o mesmo que construiu a Torre Eiffel) e foi dada como presente da França aos Estados Unidos em 28 de outubro de 1886. A casa onde nasceu Bartholdi, em Colmar, foi transformada em um museu que homenageia o escultor. No site oficial do museu, é possível fazer uma visita virtual pela bela residência dos Bartholdi, clique aqui
Endereço: 30 rue des Marchands.
Horário: 10-12h e 14-18 de quarta a segunda.
Entrada: 5 euros (adultos), 3 euros (crianças)




Imagem 4: Musée Bartholdi, Colmar, França.

  • Église St-Matthieu
Belíssima igreja protestante franciscana.
Endereço: 3 Grand Rue
Horários: 10-12h, 15-17h.


Imagem 5: Église St-Matthieu, Colmar, França.

  •  Église des Dominicains
Igreja gótica que abriga o celebrado tríptico “La Vierge au Buisson de Roses”, de Martin Schongauer, de 1473. Os vitrais são do século 14 e 15.
Endereço: Place des Dominicains
Horários: 10-13h e 15-18h
Entrada: 1,50 euros (adulto), 0,50 (criança)


Imagem 6: Église des Dominicains

  • Maison des Têtes
Casa construída em 1609 para um comerciante de vinhos, como o próprio nome sugere a casa é adornada por cabeças (têtes) de animais, demônios e querubins.
Endereço: 19 rue de Têtes 


Imagem 7: Maison des Têtes, Colmar
Fonte: Do Autor

  • Ancienne Douane
Conhecida localmente como Koïfhus, esta Alfândega do fim da Idade Média com telhado de ardósia hoje recebe exposições e concertos. É a construção pública mais antiga da cidade de Colmar. Localizada ao final da Rue des Merchands.
Endereço: Place de l’Ancienne Douane.


Imagem 8: Ancienne Douane de Colmar
Fonte: Do Autor

  • Collégiale St-Martin
Catedral gótica com telhado em mosaico, pináculo de cobre em estilo mongol e belos vitrais.
Endereço: Place de la Cathédrale
Horários: 8h30-19h




Imagem: Collégiale St-Martin
Fonte: Do Autor

  • Musée du Jouet
Um museu que conta a história dos brinquedos de várias décadas passadas, dedicado às crianças de todas as idades e também a crianças grandes (adultos), que se deliciarão com lembranças da infância. Confira a coleção do museu aqui. Também é possível fazer uma visita virtual aqui
 Endereço: 40 Rue Vauban
Horários:
Jan à Nov: 10h-17h com exceção das terças
Jul-Ago : todos os dias das 10h-18h
Dez: todos os dias das 10h-18h


Entrada: Adulto - 5 €, jovem de 8 à 18 anos -3,90 €, menos de 8 anos – gratuita


Imagem: Musée du Jouet, Colmar 


Tem alguma dúvida? Precisa de alguma outra dica que não citei aqui? Deixe um comentário e será um prazer respondê-lo. 
Espero que tenham gostado do roteiro cultural de Colmar, em breve escreverei sobre mais cidades francesas que visitei. Até logo! 

Obrigada a todos que visitaram o blog, que curtiram e compartilharam as postagens do Planeta Criativo em 2016. Postarei mais roteiros e mais dicas imperdíveis no ano que vem!
Feliz 2017!!!!

domingo, 17 de maio de 2015

Interpretando a Mona Lisa de Leonardo Da Vinci

por Marcinha Lopes

Imagem: ''Mona Lisa'', Lonardo Da Vinci
Fonte: Saber Cultural; Museu do Louvre


Há alguns anos estive em Paris, mais especificamente no famoso e imenso museu do Louvre, para finalmente conhecer a obra prima de um dos grandes nomes do Renascimento, Leonardo Da Vinci. No ano seguinte, iniciei um curso de História da Arte, no qual descobri vários detalhes e histórias sobre a Mona Lisa. Afinal, o que faz uma obra se imortalizar é exatamente a sua história. Neste ano, voltei a Paris e vi a Mona Lisa com um olhar mais apurado, afirmo com toda certeza que seria capaz de ficar horas e horas observando-a, pena que o metro quadrado ali é bem disputado, e tampouco é possível vê-la detalhadamente, já que as pessoas são mantidas a uma distância de mais ou menos dois metros da obra. 

Mas vamos por partes. Primeiramente, quem era Mona Lisa? Dizem que ela era uma bela mulher casada com o comerciante de seda Francesco del Diocondo. Outros afirmam que La Dioconda era Isabella de Aragão, uma duquesa de Milão. Há uma terceira teoria de que aquela face é, na realidade, da mãe de Leonardo. Por fim, há ainda outra teoria mais extremista, a qual defende que Leonardo era homossexual e que aquela imagem representa sua própria face. Um fato curioso é que ele, ao concluir sua obra, não aceitou entregá-la a ninguém que quisesse encomendá-la.

Para você que está se perguntando: O que faz essa obra ser tão especial? Em primeiro lugar, porque a pintura é perfeita em se tratando de proporções.  O corpo da Gioconda  está inclinado lateralmente, mas sua cabeça está em outra inclinação, nem lateral nem frontal. Além disso, podemos destacar seu olhar marcante e seu sorriso estagnado. A Mona Lisa que está no Louvre (sim, existe outra, na Fundação Mona Lisa, na Suiça, supostamente pintada antes da Gioconda do Louvre, também por Da Vinci) foi pintada em óleo sobre madeira, o quadro tem 75cm e suas laterais foram compactadas, deixando quase imperceptível a presença de colunas gregas nas laterais. O modo como Leonardo usa a luz é incrível e serve para destacar o que ele quer que seja destacado, respeitando a posição correta que a mesma deve ter sobre os objetos iluminados, como as mangas da roupa. Se observarmos atentamente, podemos perceber que o formato do rosto, a posição das mãos, que está sobre o braço de uma cadeira de madeira, juntamente com o jogo de luz, compõem os traços de uma pirâmide (Confira na foto abaixo).

A parte mais sensacional, da qual poucas pessoas sabem, é que existe um véu preto transparente sobre os cabelos de Mona Lisa. Ele foi tão bem feito com pinceladas, sem resquícios, que é praticamente imperceptível. A impressão de profundidade, quase como numa fotografia, revela montanhas e uma floresta em desnível. À medida que vamos nos distanciando do quadro, não conseguimos mais ver os detalhes da paisagem. Vale ressaltar que Da Vinci começou a pintá-la em 1503 e que as técnicas utilizadas por ele estavam à frente de sua época. Tal fato faz com que os traços do artista sejam muito característicos, podemos citar, por exemplo, a distinção entre Da Vinci e os artistas da época ,cujas pinturas apresentavam o fundo negro e o jogo de luzes focava somente naquilo que queriam destacar.



          Observações:
  1. É a coluna, existe outra do outro lado;
  2. Repare o jogo de luz nas mangas enrugadas da Monalisa, e como o jogo de luz é perfeito;
  3. Esta imagem está escura, mas se trata do descanso de uma cadeira de madeira em que as mãos da Monalisa estão apoiadas;
  4. O véu que está sobre os cabelos de Monalisa;
  5. O fundo, quando olhamos de longe, aparenta ter pinceladas sem detalhes, ao passo que, quando estamos perto, podemos ver perfeitamente estrada, pontes e o desnível da paisagem, dando a impressão de profundidade e distanciamento;
  6. O formato de pirâmide, em que a base é maior devido à posição dos braços e o topo é menor;
  7. O olhar e o sorriso estagnado, criando a ilusão de que ela está olhando para o observador.

Bibiografia reccomendada: 

MORAES, Érika de. Mona Lisa: sentidos múltiplos de um sorriso enigmático. Delta, São Paulo, v. 29, 2013. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-44502013000300005&script=sci_arttext>. Acesso em: 17 maio 2015.


Este artigo foi uma gentil contribuição de minha amiga Marcinha. A partir de agora, o Planeta Criativo está de portas abertas, se você tem algo interessante para compartilhar conosco, envie um arquivo doc. com seu texto para nossa caixa de mensagens na página do Facebook e entraremos em contato. Qualquer área das Artes e da Cultura é muito bem-vinda. Esperamos poder disseminar cada vez mais o conhecimento nesta área que é por vezes tão subestimada no Brasil, mas que é uma ótima fonte de desenvolvimento da nossa sociedade! Ajude esta causa também curtindo a página. 

Até logo!

domingo, 29 de março de 2015

MoMA: O Museu de Arte Moderna de Nova York

ImagensRetrato do Carteiro Joseph Roulin, Van Gogh; Mulher em frente ao espelho, Pablo Picasso
Fonte: Ana Paula Teixeira, MoMa  


A dica de hoje é mais um museu que eu visitei na cidade de Nova York, o ‘Museum of Modern Art (MoMA)’, outra atração imperdível. (Já postei duas vezes no blog sobre museus em NYC: o Museum of Moving Image e o Metropolitan Museum – exposição do Charles James.)  Eu adoro arte moderna, então esta foi uma das minhas atrações preferidas. O museu é incrível, possui o maior acervo do mundo de arte moderna.  São seis andares que abrigam mais de 150 mil obras de arte. Entre as suas preciosidades estão algumas das principais obras de Cézanne, Mondrian, Matisse, Van Gogh, Miró, Dalí, Picasso, Kandinsky, entre outros artistas famosos. Confira as fotos que eu tirei no álbum do Facebook


ImagensPanel for Edwin R. Campbell No. 4, Vasily Kandinsky; Composition in Red, Blue, Yellow, Piet Mondrian.
Fonte: Ana Paula Teixeira, MoMa. 


Quando estive lá, ainda pude conferir uma exposição sobre a artista brasileira Lygia Clark. A exibição, que era uma retrospectiva das quatro décadas da carreira de Lygia, reunia 300 obras da artista. Saiba mais aqui.
No momento, há uma exposição da cantora e compositora Björk, que parece ser muito interessante, leia mais aqui


Imagem: Exposição Lygia Clark, MoMA.
Fonte: Ana Paula Teixeira


História e arquitetura

O Museum of Modern Art de Nova York foi fundado em 1929 pelos mecenas Lillie P. Bliss, Cornelius J.Sullivan e John D. Rockefeller II, com o objetivo de promover ‘‘[...] o diálogo entre os artistas da vanguarda da época, as novas produções artísticas em voga e o grande público.’’ (Viagem para Nova York, online) Na época, ele possuía apenas 8 pinturas e um desenho. Devido à rápida expansão de seu acervo, o MoMA mudou de prédio três vezes. Recentemente, ‘‘[...] anexou ao seu prédio o MOMAPS1 que oferece uma extensa agenda de programas educacionais voltados às variadas artes contemporâneas.’’ (idem)

A última reforma do prédio do MoMA, em 2004, foi feita pelo arquiteto Yoshi Taniguchi.

O que se vê é uma fachada belíssima em mármore negro, painéis de vidro cinza e branco, planos superpostos e muita luz entrando por clarabóias. As paredes de vidro, integrando o museu com a cidade, revelam o perfil dos arranha céus que envolvem essa reforma que se tornou mais uma obra de arte do MoMA. (Mundi, online)

 Imagem: Vista para área externa 
Fonte: Ana Paula Teixeira, MoMA. 


Informações de visitação do museu:

As melhores épocas para visitar o museu são nos meses da primeira e do outono, porque no verão é muito lotado. Eu fui no verão, entretanto, e não tive nenhum problema. Uma dica pra quem vai nesse período de julho e agosto é comprar o ingresso antecipadamente. Eu acabei comprando-o junto com o ingresso para o ‘Top of the Rock’, outra atração de Nova York. Existe também a opção de adquirir o New York CityPass, um passe que dá direito a 6 atrações, saiba mais aqui

Horário de funcionamento:
Abre diariamente, de segunda a quinta, das 10h30 às 17h30, às sextas, das 10h30 às 20h, e aos sábados e domingos, das 10h30 às 17h30

Formas de pagamento:
US$ 25 (adultos), grátis para menores de 16 anos, US$ 18 (maiores de 65 anos), US$ 14 (estudantes), para a opção de estudante, basta apresentar uma carteirinha (eles aceitam do Brasil).

Como chegar:
Localizado em Midtown West 53 Street – região central de Manhattan.
Estação de metrô mais próxima: 5th Ave-53rd St.

Outra dica legal sobre o museu é o aplicativo para celular, baixe no seu smartphone e tenha acesso a informações sobre a coleção do museu, audio tours (em várias línguas, inclusive Português), agenda de exposições e muito mais. Para utilizar o aplicativo durante a visita, basta clicar em pesquisar e digitar o número da obra, para ouvir sobre ela. Procure por MoMA na loja de aplicativos e descubra!

Você também encontrará mais informações sobre o MoMA no site oficial: http://www.moma.org/

Quaisquer dúvidas e curiosidades, podem me perguntar, se eu souber responder, será um prazer.

Espero que tenham gostado do post. Prometo postar com mais frequência, sempre que der. Obrigada por visitarem o Planeta Criativo. Fiquem de olho na página do Face, deem um clique em curtir e fiquem sempre por dentro!

Até a próxima.

ImagemHirondelle Amour, Joan Miró
Fonte: Ana Paula Teixeira, MoMA. 

Referências:

VIAJE AQUI. Abril. MoMA (Museum of Modern Art). Disponível em: <http://viajeaqui.abril.com.br/estabelecimentos/estados-unidos-nova-york-atracao-moma-museum-of-modern-art>. Acesso em: 29 mar. 2015.

MUNDI. Museu de Arte Moderna de Nova York (Moma). Disponível em: <http://www.mundi.com.br/Ponto-Turistico-Museu-de-Arte-Moderna-de-Nova-York-Moma-Nova-York-239588.html>. Acesso em: 29 mar. 2015.

 VIAGEM PARA NOVA YORK. MoMA – Museu de Arte Moderna de NY. Disponível em: <http://www.viagemparanovayork.com.br/atracoes-turisticas/moma-museu-de-arte-moderna-de-ny>. Acesso em: 29 mar. 2015.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Londres: Tate Modern e a região de Bankside

O assunto de hoje é o museu britânico de arte moderna Tate Modern, situado em Bankside, Londres, que eu tive o prazer de conhecer em 2013. Nesta postagem, eu falarei sobre várias coisas: a arquitetura, o acervo do museu e um passeio pela região em que ele se encontra na cidade de Londres (dica imperdível!).

O Tate Modern faz parte de um grupo de galerias de arte que inclui o Tate Britain, o Tate Liverpool e o Tate St. Ives. O acervo do museu é muito rico e uma verdadeira aula de arte moderna e contemporânea. Lá você encontra grandes nomes como Claude Monet, Pablo Picasso, Salvador Dalí, Joan Miró e Umberto Boccioni. (Confira as fotos no álbum do Facebook). A coleção permanente é exibida em três andares, são muitos artistas, de diversos períodos. E tudo isso sem gastar nada, pois a entrada é gratuita! Veja mais informações sobre visitas e exposições em: http://www.tate.org.uk/visit/tate-modern. 
''Water Lillies'', Claude Monet
Fonte: Do autor, Tate Modern  
''Nude Woman With Necklace'' Pablo Picasso
Fonte: Do Autor, Tate Modern

Outro destaque deste museu é sua arquitetura. O edifício construído às margens do rio Tâmisa era da antiga usina de energia elétrica, Bankside Power Station, construída entre 1947 e 1963 e projetado por Sir Giles Gilbert Scott. A transformação da usina no Tate Modern, que manteve grande parte da arquitetura original, iniciou em 1996 e foi conduzida pelo escritório suíço de arquitetura Herzog & De Meuron. Eles retiraram todo o maquinário industrial, deixando apenas a estrutura de aço e tijolos. Devido ao grande sucesso de público, em 2000, quatro anos após a sua inauguração, o espaço do museu foi expandido pela primeira vez. Está previsto para 2016 o fim da construção de uma estrutura anexa ao prédio original, com 10 andares.

Tate Modern
Fonte: Do Autor

Construção prédio anexo
Fonte: Do autor 

Mesmo se você não se interessar muito pelo museu, é impossível não gostar de um passeio em seu entorno. Quando em Londres, planejei conhecer a galeria em uma tarde de domingo, no entanto, desci em uma estação de metrô um pouco longe dele. Sorte minha, pois pude conhecer um pedacinho muito mágico da cidade. Recomendo o caminho, mas alerto: tem que andar um bocadinho. Eu tracei a rota pelo Google Maps dê uma olhada: aqui

A rota é a seguinte: Desça na estação de metrô ‘London Bridge’ (veja o mapa aqui), você estará pertinho da Southwark Cathedral, a igreja gótica mais antiga de Londres (construída em 1212) e também da London Bridge (De onde é possível avistar a Tower Bridge, cartão postal de Londres). Em seguida, você passará pelo Borough Market, o mercado mais antigo da cidade, são cerca de 70 barracas com diversos tipos de alimentos. Após passar por ele, você vai andar bastante, é bom ter um mapa para não correr o risco de se perder. Você vai seguir em direção às margens do Rio Tâmisa, vai passar por um pub que existe há mais de 800 anos e é uma espécie de taverna, 'The Anchor’. Neste ponto, você estará de frente para a região financeira da cidade, a ‘City’, e para um prédio muito famoso do arquiteto Norman Foster, conhecido como o Pepino. Caminhando mais alguns metros, você chegará ao Shakespeare’s Globe, um teatro a céu aberto, que foi construído no mesmo local e nos mesmos moldes do antigo teatro de arena de William Shakespeare, que havia sido destruído em um incêndio.


 
Southwark Cathedral 
Fonte: Do autor
                                     Shakespeare's Globe                                      
Fonte: Do autor 

A próxima parada é o Tate Modern, não deixe de tirar fotos na sacada do museu, com vista para o Rio Tâmisa, a paisagem é muito bonita. Saindo do Tate, você pode atravessar a Millenium Bridge, também projetada pelo Norman Foster, tirar umas belas fotos e, lá do outro lado, visitar a St. Paul’s Cathedral, uma igreja anglicana, outro ponto turístico da cidade.  Por fim, você pode pegar o metrô de volta na estação St. Paul’s, que estará bem perto.

 Vista do Tate Modern
Fonte: Do autor


Existem outros caminhos para o Tate Modern, mais curtos e mais simples, mas eu recomendo esse porque dá para conhecer várias atrações de uma só vez. Só não esqueça de levar um mapa!







Vista do ''The Anchor''
Fonte: Do autor      

Espero que tenham gostado das dicas, que tenham sido úteis. Londres é minha cidade favorita do mundo e é um prazer escrever sobre ela!
Fique ligado no Planeta Criativo, voltarei logo com mais dicas imperdíveis. Curta a página no Facebook e fique sempre por dentro do que está rolando aqui. Você também pode se inscrever por e-mail, no lado direito da página. 

Nos vemos em breve! 

Referências: 

TATE MODERN (Inglaterra). About. Disponível em: <http://www.tate.org.uk/>. Acesso em: 10 Não é um mês valido! 2015.

MAPA DE LONDRES (Brasil). Tate Modern. 2013. Disponível em: <http://mapadelondres.org/2011/04/tate-modern-grandes-nomes-da-arte-moderna-em-exposicao/>. Acesso em: 10 jan. 2015.

MAPA DE LONDRES (Brasil). Southwark Cathedral. 2013. Disponível em: <http://mapadelondres.org/2012/08/southwark-cathedral/>. Acesso em: 10 jan. 2015.

MAPA DE LONDRES (Brasil). Shakespeare's Globe: teatro a céu aberto. 2013. Disponível em: <http://mapadelondres.org/2011/04/shakespeare-globe-teatro-a-ceu-aberto/>. Acesso em: 10 jan. 2015.