domingo, 22 de novembro de 2015

Turismo Cultural na Cidade Maravilhosa

por Ana Paula Teixeira 

O Rio de Janeiro é o destino turístico mais famoso do Brasil, principalmente para quem vem de fora. Quando falamos em Rio de Janeiro, pensamos no samba, nas favelas, no Pão de Açúcar, no Cristo, nas belas praias, na Lapa e em vários outros ícones da cidade maravilhosa. Mas não podemos esquecer que o Rio de Janeiro é um centro de cultura no país e que tem muita história para contar. Além de ir às praias, escutar uma boa música e visitar as atrações turísticas principais, os viajantes mais exigentes podem desfrutar de uma infinita gama de atividades que não estão no roteiro tradicional.   
Neste post, você encontrará dicas de atrações diversas, desde as mais conhecidas até parques, museus e praias afastadas. Se você está pensando em conhecer o Rio de Janeiro e quer aproveitar cada momento, além de aprender mais sobre a História e a Cultura do nosso país, não deixe de ler esta postagem. Dividiremos as atrações em bairros e falaremos também sobre dois lugares imperdíveis em Niterói. 

Imagem 1: Vista do Morro da Urca
Fonte: Do Autor

CENTRO

  • MAR – Museu de Arte do Rio
Este museu conta a história da cidade por meio de exposições permanentes e temporárias. Está localizado em dois prédios que muito diferem um do outro. O Palacete Dom João VI é um antigo palacete tombado, abriga as salas de exposição do museu, e o edifício vizinho, de estilo modernista, originalmente um terminal rodoviário, abriga a Escola do Olhar, que é “um ambiente para produção e provocação de experiências, coletivas e pessoais, com foco principal na formação de educadores da rede pública de ensino”. (Fonte: Museu de Arte do Rio)
Endereço: Praça Mauá, 5, Centro
Como chegar:
Ônibus 119, 123, 2017
Metrô: descer em Uruguaiana
Horários: TERÇA - 10h às 19h, QUARTA A DOMINGO - 10h às 17h
Entrada: Geral 8,00, meia 4,00. Gratuito às terças
Site: http://www.museudeartedorio.org.br/


Imagem 2: Museu de Arte do Rio
Fonte: Casa Abril

  •  Caixa Cultural
É um centro cultural mantido pela Caixa Federal, com unidades no Rio de Janeiro, em São Paulo, Curitiba, Fortaleza, Recife, Salvador e Brasília. Seu objetivo é fomentar a diversidade e patrocinar a realização de eventos que valorizem as raízes culturais do Brasil, como espetáculos de música, teatro, dança, exposições de artes visuais, dentre outros. Além dos eventos realizados no espaço da Caixa Cultural, a empresa ainda mantém extensos acervos históricos e artísticos.
Endereço: Avenida Almirante Barroso, 25 – Centro 
Metrô: descer em Cinelândia.
Horários: Terça a domingo, das 10h às 22h


Imagem 3: Caixa Cultural
Fonte: Time Out

  • Real Gabinete Português da Leitura
Este majestoso gabinete de leitura é de cair o queixo. Foi construído em 1880 e transformou-se em uma biblioteca pública em 1900. Desde então, conta com programação cultural aberta ao público. Se você, como eu, é fascinado por bibliotecas, precisa conhecer esta, ela possui milhares de livros, é realmente impressionante.
Endereço: Luís de Camões nº 30 – Centro
Metrô: descer em Uruguaiana
Horários: de segunda a sexta-feira, das 9 às 18 h
Entrada: gratuita

Imagem 4: Real Gabinete Português de Leitura
Fonte: Do Autor

  •  Palácio Tiradentes
Inaugurado em maio de 1926, o palácio sedia atualmente a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, mas foi o antigo prédio do Congresso Nacional brasileiro, entre 1926 e 1960. O prédio é lindíssimo e é muito fácil avistá-lo no centro do Rio.
Endereço: Rua Dom Manuel
Como chegar: Ônibus 2329, 2333, 2334, 2335, 2337, 2338


Imagem 5: Palácio Tiradentes
Fonte: Do Autor

  • Biblioteca Parque Estadual
A BPE possui um acervo de cerca de 200 mil livros de ficção e não-ficção, livros de arte, quadrinhos, biblioteca infantil e 20 mil filmes. “Em seus atuais 15 mil m², a biblioteca promove também experiências únicas com oficinas, laboratórios, plataformas multimídia e uma diversidade de linguagens artísticas.” (Fonte: Biblioteca Parque Estadual) Quando estive no Rio de Janeiro, estava tendo uma exposição de figurinos da novela da Globo “Meu Pedacinho de Chão”. Confira no site a programação quando for visitar a cidade.
Endereço: Av. Presidente Vargas, 1261, Centro.
Como chegar: Metrô L-1 em direção a Saens Pena, descer em Uruguaiana
Horários: DE TERÇA A DOMINGO DAS 10H ÀS 20H.
Entrada: gratuita
Site: http://www.bibliotecasparque.rj.gov.br/#home


Imagem 6: Biblioteca Parque Estadual

  • Theatro Municipal
O Theatro Municipal do Rio de Janeiro, inaugurado em 1909, é um dos edifícios mais imponentes da região conhecida como Cinelândia, no centro da cidade. Lá você pode fazer visitas guiadas e assistir a grandes espetáculos Confira a programação no site. 
Endereço: Praça Floriano, S/N – Centro
Como chegar: Metrô L-1 em direção a Saens Pena, descer em Cinelândia
Visita guiada
Horários: Sábado e feriados 11h, 12h e 13h
Ingresso: 10,00 (inteira), 5,00 (meia)
Lotação por visita: 50 pessoas

Imagem 7: Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Fonte: Do Autor

  • Centro Cultural Banco do Brasil
O prédio de arquitetura neoclássica do Centro Cultural do Banco do Brasil foi projetado por Francisco Joaquim Bethencourt da Silva, em 1880. No passado, esteve ligado às finanças e aos negócios. No final da década de 1980, a fim de resgatar o valor simbólico e arquitetônico do local, o Banco do Brasil decidiu transformá-lo em um centro cultural, tornando-se rapidamente um dos mais importantes do país.
Endereço: Rua Primeiro de Março, 66 - Centro
Como chegar: Ônibus 119, 121, 123, 124, 125, 177, 2017
Horários: de quarta a segunda, das 9h às 21h.
Site: http://culturabancodobrasil.com.br/portal/rio-de-janeiro




Imagem 8: Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro

  • Ministério da Educação e Cultura
O Edifício Gustavo Capanema ou Palácio Capanema, também conhecido pelo seu uso original como MEC, é um marco na Arquitetura Moderna Brasileira, parada obrigatória para os amantes da Arquitetura. Foi projetado por um grupo de arquitetos composto por Lucio Costa, Carlos Leão, Oscar Niemeyer, Affonso Eduardo Reidy, Ernani Vasconcellos e Jorge Machado Moreira, com a consultoria do mestre franco-suiço Le Corbusier. O edifício de 16 andares está suspenso sobre pilotis de 10 metros de altura, permitindo o trânsito livre de pedestres por todo o pavimento térreo. Simplesmente genial. O revestimento externo do edifício é decorado por azulejos do pintor brasileiro Cândido Portinari.
Endereço: Rua da Imprensa, 16 – Centro
Metrô: descer em Cinelândia

Imagem 9: Edifício Capanema
Fonte: Do Autor

Imagem 10: Azulejos de Cândido Portinari, Edifício Copanema
Fonte: Do Autor

  •  Biblioteca Nacional
Prédio histórico de arquitetura imponente com escadarias, amplas claraboias em vitral colorido, bela ornamentação e salas preservadas, além das obras de arte espalhadas pelos diversos espaços do prédio. Nos espaços internos da biblioteca, os visitantes também têm acesso a exposições temáticas. É a maior biblioteca da América Latina.
Endereço: Av. Rio Branco 219.
Metrô: descer em Cinelândia
Horários: segunda a sexta, das 10h às 17h, e aos sábados, das 10h às 14h
Visitas de 1 em 1 hora.
Site: https://www.bn.br/


Imagem 11: Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro
Fonte: Wikimedia

  • Museu Nacional de Belas Artes
A bicentenária coleção do Museu Nacional de Belas Artes conta a história das artes plásticas no Brasil desde os seus primórdios. O belíssimo acervo reúne obras nacionais e internacionais, nomes como Cândido Portinari, Tarsila do Amaral, Jean-Baptiste Debret, Tomie Ohtake, Alfredo Volpi, Di Cavalcanti, Alfred Sisley e Auguste Rodin. Imperdível para os apreciadores da Arte!
Endereço: Av. Rio Branco, 199 – Centro
Metrô: descer em Cinelândia
Horários: Terça a sexta-feira das 10 às 18hs; Sábados, domingos e feriados das 12 às 17 horas.
Entrada: R$ 8,00, meia: R$ 4,00. Grátis aos domingos. Venda de ingressos e entrada de visitantes até 30 min antes do fechamento do museu.



Imagem 12: "Bandeirinhas", Alfredo Volpi
Fonte: Do Autor

Imagem 13: "Navio Negreiro", Di Cavalcanti
Fonte: Do Autor

          GÁVEA

  • Instituto Moreira Salles 
A residência foi projetada por Olavo Redig de Campos e os jardins por Roberto Burle Marx responsável pelo paisagismo do Parque Ibirapuera em São Paulo, a Pampulha em Belo Horizonte e o Eixo Monumental em Brasília. A casa em si já é uma atração, pois é um importante ícone da Arquitetura Moderna Brasileira. O Instituto possui acervo de Fotografia, Iconografia, Música e Literatura, abriga exposições, filmes e shows.
Endereço: Rua marquês de são Vicente, 476, Gávea
Como chegar: Ônibus 570, 574 ou 584 + 170 ou 2014
Horários: Terça a domingo, 11 as 20h
Entrada: Inteira 22, meia 11 reais


Imagem 14: Instituto Moreira Salles
Fonte: Wikimedia

Continua no próximo post!

Fique ligado que em breve postaremos a continuação dos roteiros de Londres e da França!
Curta nossa página no Facebook e siga a gente no Instagram @planetacriativo. 

Até mais!


sábado, 7 de novembro de 2015

Roteiro de 23 dias na França + Genebra - Parte II

por Ana Paula Teixeira

Como já contei pra vocês, em julho deste ano de 2015, fiz um tour pela França, fiquei 4 dias em Londres e dei uma passadinha em Genebra, na Suiça. Se você ainda não leu a primeira parte do roteiro clique aqui.
No post anterior, falei um pouquinho sobre várias regiões por onde passei: a Alsácia, o Vale do Rhône, os Alpes Franceses e a Provença. Neste post, falarei sobre mais lugares que visitei e suas respectivas regiões. Em seguida, farei uma terceira postagem com dicas de deslocamento na França e muito mais.

Languedoc – Roussillon
Esta região faz fronteira à leste com a Provença e a oeste com os Pirineus. É uma área de grande importância desde a Roma Antiga, principalmente por conta de seus aquedutos romanos e as fortalezas cátaras. A mistura de culturas, festas e línguas fazem desta região um mini país dentro da França. No Baixo Languedoc (Bas-Languedoc), os destaques são: Montpelier, Nimes e Carcassonne. Ao norte, o Alto Languedoc (Haute-Languedoc) é uma área de colinas, cavernas, vales e desfiladeiros. A sudoeste fica Roussillon, que parece fazer parte da Catalunha mais do que da França.
As cidades escolhidas nessa região foram Nimes e Carcassonne. Nimes possui algumas das construções romanas mais bem preservadas da França, como as arenas de Nimes, que se assemelham muito ao Coliseu, em Roma, e o fenomenal anfiteatro romano. Essa cidade merece ser lembrada também pela sua contribuição à moda, pois o tecido conhecido como serge de Nimes, usado pelos agricultores de Languedoc, é o que hoje chamamos de jeans. Em Nimes, ficamos 2 noites.


Imagem: Arènes de Nimes
Fonte: Do Autor

Nimes fica muito perto de Pont du Gard, um aqueduto romano realmente impressionante. É possível ir até o local de ônibus, e foi o que fizemos. Em breve farei um post dedicado a esta atração, que é patrimônio mundial da UNESCO.


Imagem: Pont du Gard
Fonte: Do Autor

Carcassonne, por sua vez, é outra cidade que parece ter saído de um conto de fadas. A Cité de Carcassonne é uma cidade fortificada erguida no alto de uma colina rochosa, que data da era medieval. Os franceses souberam explorar muito bem essa atração, que é a mais famosa do Languedoc, atraindo 4 milhões de visitantes todo ano. No verão, a cidade fortificada fica completamente lotada de turistas, chega a ser irritante. Lá dentro da cité você encontra restaurantes, lojas de souvenires (algumas bem bregas por sinal), itens e vestimentas medievais pra comprar, o castelo, museus da Inquisição, shows, teatrinhos medievais e outras atividades para turistas. Um dia é suficiente para aproveitar bem o passeio por Carcassonne.


Imagem: Cité de Carcassonne
Fonte: Do Autor

Região de Toulouse
O destino principal nesta região é, obviamente, Toulouse. Lá você poderá disfrutar da Gastronomia tradicional e de bons vinhos. Com seus mercados, arquitetura avermelhada, cultura vibrante e vida universitária, a agitada Toulouse também não poderia ficar de fora do roteiro. Essa cidade é conhecida como ‘‘La Ville Rose’’ devido à rocha rosada usada na construção de muitos prédios. Ela é centro da indústria aeroespacial desde 1930 e sede do famoso time de Rúgbi “Stade Toulousain”. A Place du Capitole é uma das atrações mais famosas de Toulouse, você pode entrar no Capitólio (que é lindíssimo!!!), e não paga nada por isso. Ficamos duas noites em Toulouse. 


Imagem: Capitole de Toulouse
Fonte: Do Autor

Costa Atlântica
Esta é uma região muito tranquila, de estradas serpenteadas por colinas e vinhedos. Mas a Costa Atlântica tem, além da natureza, belas cidades e cultura. Bordeaux foi nossa escolhida, mas você pode visitar também Nantes, com seus vários museus, La Rochelle, que abriga um famoso aquário e tem uma bela localização portuária, e Cognac, mundialmente conhecida pela bebida destilada de mesmo nome. Os excepcionais vinhos da região são conhecidos no mundo inteiro e você não pode deixar de fazer um passeio de degustação.
Bordeaux é uma cidade muito bonita e interessante e é muito fácil se locomover por meio do transporte público. Na virada do milênio, o prefeito Alain Juppé acordou A Bela Adormecida (como é conhecida Bordeaux), transformando seus bulevares em calçadões e restaurando a arquitetura neoclássica. As transformações fizeram com que a cidade fosse incluída pela UNESCO na lista de Patrimônios da Humanidade. Chegando em Bordeaux, vá até o office de tourisme e reserve um passeio pelos vinhedos e chateaux de vinho, você não pode ir embora sem experimentar um original “Bordeaux”, também é possível comprar o passeio pela Internet, em breve faremos um post dedicado a essa cidade e os passeios. Ficamos duas noites em Bordeaux também.


Imagem: Centro de Bordeaux
Fonte: Do Autor

Imagem: Château de Blaie
Fonte: Do Autor

Vale du Loire
O Vale do Loire é mais um cenário majestoso do interior da França, também Patrimônio Mundial da UNESCO, outra parada obrigatória. Lá você vivencia a pompa aristocrática e o esplendor arquitetônico de grandes palácios. Além disso, os vinhos da região são os novos queridinhos dos entendedores de vinho.
Para conhecer os majestosos palácios e ainda degustar um ótimo vinho vintage, você pode ficar hospedado em Tours, que é onde ficamos, ou em outras cidades da região. Se preferir algo mais luxuoso e romântico, você também pode escolher um chateau que ofereça hospedagem. Entre os principais palácios abertos à visitação estão: Chambord, Cheverny, Chenonceau, Amboise, Villandry e Azay-le-Ridau. Infelizmente não é possível conhecer todos em um dia, então escolhemos um passeio saindo de Tours que ia até Chenonceau, Amboise e uma cava de vinhos. 
Tours é uma ótima base para explorar os castelos do Loire, mas não só isso. É uma cidade movimentada, com um centrinho antigo muito charmoso e uma universidade de 25 mil alunos. Passamos uma noite em Tours.

Imagem: Praça e estação de trem de Tours
Fonte: Do Autor

O Château de Chenonceau é um dos mais elegantes do Vale do Loire, recomendo muito a visita. O palácio, que começou a ser construído em 1515, é cercado por incríveis jardins e paisagens. No interior do palácio, você encontrará cômodos ainda mobiliados e decorados, com móveis, tapeçarias e azulejos no melhor estilo da nobreza do século XVIII.

Imagem: Château de Chenonceau
Fonte: Do Autor

O Château Royal d’Amboise, por sua vez, é famoso por ser o local de descanso eterno do gênio Leonardo da Vinci. Acredita-se que seu túmulo esteja na na Chapelle St. Huber. O castelo foi construído sobre uma escarpa rochosa acima da cidade.

Imagem: Château d'Amboise
Fonte: Do Autor

Imagem: Caves Duhard
Fonte: Do Autor

E assim concluímos a segunda parte do meu roteiro pela França. No próximo post (parte III), falarei sobre a região de Paris e Genebra, na Suiça, aguardem. Vêm aí muitas dicas imperdíveis sobre a França. Não percam!
Curta nossa página no Facebook e siga nosso Instagram para ficar sempre por dentro. Você também pode cadastrar seu e-mail na barra aqui do lado direito para receber as postagens em primeira mão.
Até mais!

domingo, 25 de outubro de 2015

Roteiro de 23 dias na França + Genebra, na Suíça

por Ana Paula Teixeira 

Fizemos, em julho de 2015, um tour pela França. Conhecemos várias regiões e diversas cidades do interior, além de Paris e Genebra, na Suíça. Foi super difícil escolher o trajeto porque, ainda que seja um país pequeno em termos de território, a França possui muitos lugares incríveis e diferentes uns dos outros. Tracei a rota principal pelo Google Maps, com todas as cidades em que ficamos pelo menos uma noite, não consegui concluir até Paris, pois o site não permitia adicionar mais uma cidade. As cidades são: Colmar, Lyon, Genebra, Annecy, Marseille, Nimes, Carcassonne, Toulouse, Bordeaux, Tours e Paris. Todos esses trajetos foram feitos de trem, pela companhia nacional SNCF.
Fizemos também passeios bate-volta para outras cidades/locais que não estão aí, são elas: Avignon, Les Baux-de-Provence, Saint-Remy de Provence, Arles, Pont du Gard, Chenonceau, Amboise, Giverny, além de vinículas e calanques.

Imagem 1: Trajeto Colmar - Tours
Fonte: Google Maps

Imagem 2: Trajeto final Carcassonne - Paris
Fonte: Google Maps

Contarei tudo pra vocês a seguir. Como tenho muita coisa pra contar e pretendo fazê-lo em detalhes, dividirei este post em partes e farei um post dedicado a cada local posteriormente. Começo falando das regiões que visitamos, suas características culturais, principais destinos, e um pouquinho sobre as cidades que conhecemos em cada uma. Nossa viagem começou em Londres, Inglaterra (saiba mais aqui), em seguida pegamos um trem a Paris, e de lá até Colmar, nosso primeiro destino.

Imagem 3: Trajeto Londres - Colmar 
Fonte: Google Maps

Alsace
Esta região é conhecida principalmente devido ao revanchismo franco-alemão, quem nunca ouviu falar da Alsácia-Lorena nas aulas de História? No final do século XIX, durante a Guerra Franco Prussiana, os franceses perderam essa região para a Alemanha. Ela só foi devolvida à França na Primeira Guerra Mundial. O fato de ser muito próxima ao território alemão e a sua anexação a esse território fizeram com que adotasse muitas características germânicas. Além do francês, lá eles falam o alsacien, um dialeto germânico que é a terceira língua nativa da França após o francês e o occitan. A Alsácia também é bem conhecida pela sua Gastronomia e pelas vilas e cidades que parecem ter saído de um conto de fadas da Disney.
A capital da Alsácia é Estrasburgo, mas nós escolhemos Colmar, uma cidadezinha muito charmosa, que nos chamou a atenção por fotos e que é ainda mais linda pessoalmente. Essa cidade é a capital da região vinícula alsaciana, com suas casinhas coloridas, o centro antigo e o canal que lembra Veneza, no bairro chamado de Petite Venise. Um dia é suficiente para conhecer bem a cidade, portanto dormimos por lá uma noite e partimos no dia seguinte à tarde.

Imagem 4: Colmar, Alsácia - França
Fonte: Do Autor

Vale do Rhône 
O grande destaque desta região é Lyon, a capital francesa da Gastronomia, a terceira maior metrópole da França, com majestosos teatros romanos, um centro histórico com ruas de paralelepípedos tombado pela UNESCO, vários museus e atrações culturais, e o Rio Rhône, onde se pode fazer um passeio de barco e observar a paisagem. Em Lyon, fica a igreja mais bonita que eu vi na França, a Catedral Notre Dame de Fourvière, que, na minha opinião, ganha da Notre Dame de Paris em beleza e imponência, principalmente em seu interior. As luzes amareladas na noite de Lyon são mais uma caraterística dessa cidade tão interessante. Dois dias são o mínimo de tempo para fazer uma visita proveitosa, nos decidimos ficar duas noites na cidade.
Outros destaques são Beaujoulais, famosa por seus vinhos ilustres; Pérouges, um pitoresco vilarejo conhecido pelas suas tradicionais tortas com crosta de açúcar; Valence e sua celebrada pâtisserie, seus biscoitos amanteigados; Montélimar e as fábricas de torrones artesanais.

Imagem 5: Rio Rhône, Lyon - França
Fonte: Do Autor

Alpes Franceses
A beleza natural dos Alpes é indescritível, as montanhas de neve permanente e os lagos safira são alguns destaques. Na primeira vez que estive na França, visitei Chamonix, de onde se avistam os picos brancos do Mont Blanc. Chamonix é a meca do montanhismo, durante o inverno funciona como um centro de diversão, atrai campeões olímpicos, esquiadores e snowboarders.

Imagem 6: Chamonix, Alpes Franceses - França
Fonte: Do Autor

O destino escolhido para 2015, no entanto, foi a melhor surpresa da viagem. Annecy, bem pertinho da fronteira com a Suiça, é um verdadeiro paraíso na terra. As pessoas me falavam que eu amaria essa cidade, que é lindíssima, mas eu só acreditei quando vi com meus próprios olhos. O centro histórico é repleto de casinhas medievais e abriga uma prisão do século XI, impressionante! O lago de Annecy é simplesmente deslumbrante, azul e cristalino. Essa é uma cidade pouco conhecida pelos turistas e que me surpreendeu bastante. Foi uma pena termos ficado apenas uma noite, eu bem que gostaria de ter um dia a mais para aproveitar a tranquilidade e beleza da cidade.

Imagem 7: Annecy, Alpes Franceses - França 
Fonte: Do Autor

Provence
A Provença é uma das regiões mais bonitas da França, os campos de lavanda e as paisagens provençais foram eternizadas pelas pinturas de artistas como Paul Cézanne e Van Gogh, que habitaram a região e se encantaram com suas belezas. As cidades escolhidas nessa região foram várias: Marseille, Aix-en-Provence, Avignon, Baux de Provence e Arles. É uma pena que não tenhamos tido mais tempo para conhecer melhor cada uma delas.
Escolhemos passar 5 noites na multicultural Marseille (Marselha, em português), acreditando que seria um bom ponto de partida para fazer excursões e passeios bate-volta. Deixamos dois dias reservados para as atrações de Marseille, que apesar de ser uma cidade considerada perigosa e de ser um pouco suja, foi nomeada a capital cultural europeia em 2013, e é um destino que não deve ser deixado de lado no seu roteiro pela França.


Imagem 8: Marseille, Provence - França
Fonte: Do Autor

Aix-en-Provence fica a apenas 25 km da exótica Marselha e a diferença entre as duas cidades é muito visível. Há em torno de 30 mil estudantes na Université de Provence e muitos estrangeiros na cidade, que é repleta de cafés, restaurantes e bares. O motivo principal da minha visita a Aix foi, entretanto, visitar a casa e o ateliê de Cézanne, um dos principais expoentes da História das artes plásticas. Outra figura importante que cresceu em Aix-en-Provence é Émile Zola, o famoso escritor francês nascido em Paris. Dá pra ir e voltar no mesmo dia, nós fizemos bate-volta e foi o suficiente para nosso propósito.


Imagem 9: Casa de Paul Cézanne, Aix-en-Provence, França
Fonte: Do Autor

A fim de fazer um passeio que visitasse as principais atrações do Van Gogh na Provence, procuramos a agência de turismo de Marseille, mas não conseguimos fazer o passeio por lá. Descobrimos que o melhor ponto de saída para esse tipo de passeio guiado é Avignon, uma cidade que não estava no roteiro porque eu já a tinha visitado em 2007. Fomos a Avignon e lá contratamos um passeio de uma tarde cujas paradas são St-Rémy de Provence, Les Baux-de-Provence e Arles. Avignon é conhecida como a cidade dos papas e ainda possui parte do muro que a cercava na era medieval.


Imagem 10: Avignon, Provence - França
Fonte: Do Autor

Em St-Rémy localiza-se o hospital psiquiátrico onde ficou internado Van Gogh, e Arles é onde ele pintou o quadro do quarto que todos conhecemos. Arles possui também vários monumentos romanos, vale a pena conhecer. 

Imagem 11: St. Rémy de Provence, hospital psiquiátrico
Fonte: Do Autor

Imagem 12: Arles, Provence - França
Fonte: Do Autor

Em Baux de Provence ficamos pouquíssimo tempo, mas deu para dar uma olhadinha nas vielas onde viviam os duques mais poderosos do sul da França no século XI, e o maciço rochoso de paredes muito íngremes de 900 metros de altura.


Imagem 12: Les Baux de Provence
Fonte: Do Autor

Continua...

Enquanto não sai a segunda parte, que tal seguir a gente no Instagram para admirar algumas belas fotos? Clique aqui.
Não deixe de curtir nosso Facebook para ficar por dentro das novidades!!

Se você também conhece a França, conte para nós a sua experiência! Se ainda não conhece e tem alguma dúvida, ficaremos felizes em respondê-la. 

Até logo!


sábado, 17 de outubro de 2015

Florença e o Davi de Michelangelo

por Marcinha Lopes 

Nosso mais novo destino é Florença, conhecida como a capital da Toscana na Itália, um local surpreendente e que respira arte. Sendo assim, temos como ponto de partida a Galleria dell’Accademia, onde está o Davi de Michelangelo, que é sem dúvidas a mais bela e imponente escultura renascentista. O que faz essa obra ser tão magnifica, além da aparente perfeição estética contida em cinco metros e dezessete centímetros, é o fato de ter sido feita em mármore e esculpida à mão, a expressão de Davi é pensativa, mas sua postura é relaxada, gloriosa, como se previsse a vitória na guerra.


Imagem: Davi de Michelangelo
Fonte: Do Autor 

O que nem todo mundo sabe é que quem iniciou a escultura foi Agostino di Duccio, antes mesmo de Michelangelo nascer. Agostino, por motivos desconhecidos, abandonou a obra antes de finalizar a forma dos pés, pernas e troncos de Davi. Dez anos depois, Antônio Rosselino recomeçou a esculpi-la, mas trabalhou nela apenas brevemente. A escultura permaneceu inacabada por mais vinte e cinco anos até que Michelangelo, aos 26 anos, trabalhasse por dois incansáveis anos e a finalizasse.

A escultura seria perfeita se não fosse por alguns detalhes, como a mão direita nitidamente aumentada. Houve a suposição de que essa imperfeição tenha sido proposital, para equilibrar a atenção do observador, entretanto, essa teoria foi descartada, pois a definição dos mamilos já exagera o suficiente para equilibrar a nudez pélvica de Davi. Mas como Michelangelo, sendo grande conhecedor de anatomia humana, pôde cometer um erro desses? Nessa época, Florença era uma cidade-estado ameaçada por poderosos povos e Davi não poderia ser um rapaz qualquer, que exibisse apenas beleza e elegância, Michelangelo quis criar uma imagem imponente, que não pudesse ser desconsiderada, que demonstrasse uma força capaz de derrubar um gigante. Para tanto, sua grande mão repousa como se fosse uma arma de alto calibre, pronta para o confronto.

Até alguns anos atrás, era proibido tirar fotos da escultura, hoje em dia é permitido. A sensação de estar diante de Davi é indescritível, vi muitas pessoas chorarem diante da grandiosidade dessa obra prima. Florença é uma cidade que exala arte a cada quarteirão, em breve disponibilizaremos mais posts sobre o que fazer na capital da Toscana.

Gostou da dica? Fique de olho  aqui no Planeta Criativo, no Facebook e no Instagram para ter acesso a muitas outras dicas!


Imagem: Davi de Michelangelo
Fonte: Do Autor

Referências: 

AALST, Wim Van. Lendo a Arte: Davi, a escultura icônica de Michelangelo. 2014. Disponível em: https://www.epochtimes.com.br/lendo-arte-davi-escultura-iconica-michelangelo/#.ViK0kH6rTIV. Acesso em: 10 out. 2015